Saúde Cada vez pior
> O Tribunal de Contas recomendou ao Governo “medidas activas” para resolver a curto prazo os casos de utentes sem médico de família e diz que não são ainda visíveis melhorias resultantes das Unidades de Saúde Familiar. Leia +
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3.Entre 2001 e 2008 a percentagem de portugueses que não têm médico de família a quem costumam recorrer decresceu substancialmente (de 15,1% para 7,9%), estando assim a esmagadora maioria da população portuguesa abrangida, hoje em dia, por esta especialidade no seu Centro de Saúde (91,2%). É nas Regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve que existem mais inquiridos sem médico de família atribuído, ao contrário do Alentejo e do Centro, onde a quase totalidade dos inquiridos afirma ter um clínico geral a quem costuma recorrer sempre que necessita.
Em 2008, independentemente do género e do estatuto sócio-económico, são os inquiridos mais jovens (até aos 29 anos) e os mais escolarizados (acima da escola¬ridade obrigatória) quem refere mais frequentemente não ter médico de família a quem recorrer. Esta situação dos mais jovens pode ficar a dever-se ao facto de, nesta faixa etária, muitos deles se encontrarem num período de transição geracional e de mobilidade geográfica, tendo saído de casa dos pais para zonas onde necessitam de um médico de família diferente do anterior, e ainda não se terem inscrito no Centro de Saúde correspondente à sua nova residência.
M. Villaverde Cabral, P. Alcântara da Silva. O Estado da Saúde um Portugal. Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. 2009
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