Quarta-feira, Agosto 05, 2009

SEMELHANÇA








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Manuela Ferreira Leite e José Sócrates mantiveram a mesma postura quanto à constituição das listas de candidatos a deputados. Com um lema: quem é contra mim, não serve. Se o socialista optou por afastar todos os apoiantes de Manuel Alegre, Ferreira Leite deixou de fora quantos têm estado ao lado de Pedro Passos Coelho. E esta semelhança de decisão política pode, pela primeira vez, criar um fenómeno político nunca antes registado.
Neste sentido, os eleitores dos dois maiores partidos podem ficar sem paciência com as atitudes quase estalinistas dos seus líderes e decidirem-se por um voto de protesto contra as "guerras" internas. Um voto em quem, perguntará o leitor. Os socialistas no Bloco de Esquerda e os sociais-democratas no CDS.
Num quadro de perplexidade, o eleitor assíduo e fiel pode não lhe agradar a prepotência dos seus líderes quando chegar o momento de votar. Um exemplo prepotente na raiz da decisão é um mau prenúncio para alguém que terá de governar o país. As pessoas começam a ficar fartas de prepotência, arrogância e mesquinhez. A semelhança política alarga-se e a opção plural começa a diminuir. Assim, qualquer dia vence a abstenção.

© jes

6 pauladas:

Carlos Dias Ferreira disse...

João:

Por principio sou contra as "limpezas" que se fazem aquando da apresentação das listas candidatos a deputados ou autarcas especialmente quando se tem por base critérios que não sejam a competência.
No caso actual das listas a deputados do PSD entendo a posição de MFL em relação a alguns nomes especialmente PPC que nunca percebeu quem ganhou as directas e está a fazer um caminho paralelo a MFL sem ser lider de nada a não ser dele próprio.
Satisfazer tudo e todos será sempre dificil mas o objectivo primordial deverá ser sempre Portugal e não o egoismo pessoal ou o tacho para isso temos o exemplo do PS que de certeza não queremos ver repetido em 27 de Setembro.

Anónimo disse...

E o Carlos também entende a posição de MFL no que toca a candidatos com processos judiciais apenas para agradar a outro que lhe fez frente?

Carlos Dias Ferreira disse...

caro anónimo:

Por norma não costumo responder a pessoas que não tenham a coragem de se identificar, mas no seu caso apenas direi que por enquanto neste país ser arguido num processo não quer dizer ser culpado ainda existe a presunção de inocência.
Falsos moralismos não nos levam a lado nenhum ou será que passamos a ter um país em que apenas por suspeitas qualquer um está impedido de usar os seus direitos?
Que eu saiba nenhum dos 2 candidatos a deputados nestas listas do PSD foram condenados em tribunal.

Carlos Dias Ferreiro disse...

Pronto, deixei de ser anónimo e passei a estar identificado de igual modo que o senhor Carlos Dias Ferreira. Sou o Carlos Dias Ferreiro, com espeto de pau.
Deixe-me rir com essa dos arguidos e dos condenados. Quando é para o Freeport, Felgueiras, Isaltino e Machado em Braga daqui del rei que são uns corruptos e que devem ser afastados. Quando é a Leninha do santanete e o Preto das directas já vale tudo. Estou esclarecido com a sua democracia.

Carlos Dias Ferreira disse...

Caro anónimo das 10:51:

Ao contrário de si não uso nomes forjados uso o meu, defendo as minhas ideias, penso pela minha cabeça, e acima de tudo não preciso da politica para sobreviver.
A sua concepção de democracia por certo não é igual à minha, respeito-a como deverá respeitar a minha, e volto a sublinhar que arguido não é sinónimo de culpado.

António disse...

E o BE esfrega as mãos...ai vai vai...