Seitas no PSD Opinião do rei da Madeira
> Na China, particularmente em Hong Kong e Macau, uma sociedade secreta é uma seita. As sociedades secretas existem para levar a efeito os mais diversos fins, especialmente as acções que a legalidade não comporta. As sociedades secretas corrompem os governantes para a obtenção dos negócios mais convenientes; lideram o negócio da prostituição e do jogo; controlam a compra e venda de terrenos e de imóveis; financiam advogados, que se tornaram poderosos à sua custa, os quais por sua vez influenciam nas decisões da justiça e, para além de centenas de outras actividades ligadas à exportação e à venda de armamento, ainda influenciam na política a decisão de quem deve ser candidato aos mais diversos lugares. As seitas têm o poder de "quase tudo", como me afirmou um ex-governador de Macau. As seitas vestem-se com os mais diversos tecidos e perfumam-se com os mais atraentes aromas, mas quando algo não corre bem no que respeita às suas intenções, a resposta é mortal e tanto pode resultar através de um tiro, de uma facada, de uma bomba, de um veneno na bebida ou num empurrão do cimo de um prédio, ao qual a imprensa se encarrega de lhe chamar "suicídio".
As sociedades secretas são tão tenebrosas como respeitadas através do medo. As sociedades secretas quando tomam uma decisão, a mesma é cumprida à letra e não existem contemplações. Muitos portugueses que passaram por Macau sabem bem do que falo. O que nunca imaginei na minha vida foi ouvir de um chefe de Governo Regional, como Alberto João Jardim, que um partido político respeitável e que já foi governo de Portugal, tivesse na sua história um indigno capítulo formado por sociedades secretas.
O Partido Social Democrata (PSD) terá imediatamente que vir a público desmarcar-se de afirmações gravíssimas que foram proferidas pelo líder social-democrata da Madeira. A gravidade das suas declarações, que publicaremos de seguida, constituem o facto mais grave que jamais assisti na vida política portuguesa. Se um partido político contém na génese do seu interior organizacional quaisquer tipos de actividades marginais sob a égide de sociedades secretas, não pode merecer o apoio dos cidadãos sérios e livres.
O 'Diário de Notícias' publica hoje o texto seguinte, o qual deixo à consideração de todos vós:
Alberto João Jardim, farto das guerras internas no PSD nacional, colocou ontem os pontos nos is ao explicar, "pela primeira vez", as verdadeiras razões que levaram Manuela Ferreira Leite a "fazer uma limpeza" nas listas de candidatos às eleições legislativas de 27 de Setembro.
Sem papas na língua, e porque "até agora nenhuma alminha de Deus teve a coragem de o fazer publicamente", o líder madeirense resolveu quebrar o silêncio. Ou seja, "a dra. Ferreira Leite limpou todos os indivíduos que estavam ligados a sociedades secretas", em nome da "transparência do partido", uma decisão que Jardim apoia plenamente.
Mas quais indivíduos, Pedro Passos Coelho, por exemplo? E quais sociedades secretas? Maçonaria, Opus Dei? "Não falo em nomes", reiterou. Simplesmente são "indivíduos que estão ligados ao sistema numa perspectiva de bloco-centralismo e, portanto, foi essa presença de determinadas sociedades secretas dentro do PSD que a dra. Manuela Ferreira Leite está, neste momento, a combater".
As declarações recolhidas pelo DN no areal do Porto Santo, a ilha onde Jardim passa férias, acabam por revelar, neste aspecto, o seu total apoio à estratégia da líder nacional do PSD, embora reconheça a diferença de estilos pessoais. O político insular concorda, sobretudo, com a "vassourada" dada pela líder nacional, afastando certas figuras, uma situação que "nada tem a ver com cisões".
Até porque, lembrou, "foi a própria dra. Ferreira Leite quem foi buscar o dr. Pedro Santana Lopes e o seu grupo, com quem ideologicamente me identifico, para candidato à principal câmara do País. Isto é a demonstração de que há um espírito de unidade no partido. Mas foi preciso pôr contenção em indivíduos que têm afinidades com o funcionamento de certas sociedades secretas, as quais têm sido, até agora, o Bloco Central do regime, sustentando-o quer com governos PS quer com governos PSD. São essas sociedades secretas que fazem um Bloco Central de interesses e que na prática governam o País", referiu.
E porque se trata de um "acto de coragem" de Manuela Ferreira Leite, há muito defendido por Jardim, recebe a sua concordância, ficando claro que, por um lado, o PSD não irá embarcar em soluções de Bloco Central e, por outro lado, clarificar que "não irá ter ramificações com sociedades secretas", reiterou.






4 pauladas:
A hipocrisia dos políticos é o que maior desprestígio dá à nossa sociedade.
Memórias curtas, ditos por não ditos, acusações sem provas, medidas propostas por uns que NUNCA são aceites por outros (excepto se isso tiver a ver com dinheiro e financiamento de partidos), má educação, etc, etc, etc.
Este senhor da Madeira, há muito que deveria ter sido erradicado da política. A par com muitos outros.
A par com o senhor silva, por exemplo.
Aquela cara de anjinho irrita-me.
Dá-me asco...
Quando abre a boca, pior ainda.
Vamos lá deixar de ser anjinhos e deixar de hipocrisias.
Pessoalmente, nao gosto do estilo do Alberto Joao Jardim, mas que de vez em quando diz umas verdades, disso nao tenho dúvidas.
Que os partidos políticos e o Estado estao cheios de pessoas que pertencem a sociedades secretas nao é nenhum segredo. Que essas pessoas defendam os interesses dessas sociedades, também me parece lógico.
Por isso nao venham agora armar-se em virgens ofendidas (e surpreendidas) por alguém dizer as coisas com frontalidade, mau seria que Jardim com tantos de política nao soubesse da existencia dessas sociedades.
Mas oh António, até lhe dou razão no que afirmou, mas para que ficássemos todos esclarecidos e em nome da transparência, o sr. Alberto João (cujo estilo não aprecio) deveria ter citado nomes e quais eram essas sociedades secretas! É que assim, qualquer pessoa lança um boato e depois de alimentado por uns quantos até se torna uma "facto". E depois em quem acreditar? Todos os dias somos "bombardeados" por notícias que não sabemos se são verdadeiras ou puras teorias da conspiração! Da minha parte, o "movimento voto nulo" tem mais um adepto.
É cansativo aturar as 'desbocas' do cavalheiro. Faz de conta que diz, mas nunca diz; Faz de conta que ameaça, mas nunca ameaça; faz de conta que denuncia, mas nunca denuncia.
É uma característica dele. Faz de conta que é corajoso, mas nunca é corajoso.
Confesso que acho uma maçada ouvi-lo. Felizmente, não lhe dão a atenção que ele quer; infelizmente, dão-lhe mais atenção do que ele merece.
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