Hidrogénio Ainda há desconhecimento
> Um professor de um Politécnico de Viseu apareceu na televisão a desprezar a importância do Hidrogénio. Mostrou bem algum desconhecimento sobre a matéria. Defendeu os carros eléctricos como solução para o futuro quando esta etapa apenas deve servir como solução provisória até se acabar com os motores a combustível. Já imaginaram o lixo que vai existir no mundo com os milhões de baterias dos carros eléctricos?
A verdadeira defesa do planeta e das gerações vindouras está no Hidrogénio.
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Surpreendente nem é haver quem diga asneiras, pois não se consegue saber de tudo. O que surpreende é haver tanta gente a saber de tudo e mais ainda, haver quem lhes dê voz. Resta-nos a escolha de lhes darmos ou não ouvidos. Ainda.
Devo confessar que, ao contrário do caro bloguista, não vi nem ouvi o que o dito professor defendeu na televisão pelo que apenas me posso guiar pelo seu pequeno texto no qual apenas está claro que o dito professor defendeu os automóveis eléctricos e desprezou a importância do hidrogénio mas não está claro (no seu texto) se o dito professor defendeu ou não a utilização das baterias ou se foi o caro bloguista que se pôs a supor que ele defenderia o uso das baterias...
O caro bloguista não parece apoiar o uso e/ou desenvolvimento de automóveis eléctricos pois defende que estes não seriam mais do que uma etapa até ao uso generalizado do hidrogénio nos automóveis. É que sendo contra os automóveis eléctricos como solução de futuro então também não pode apoiar o uso de hidrogénio em células de combustivel já que estas se destinam a equipar automóveis eléctricos. Sobra então a opção da queima do hidrogénio em motores de combustão idênticos aos motores a gasolina. Sem dúvida que é uma opção mas estou convencido que não é a melhor não só pelos inconvenientes e perigos do transporte e armazenamento do hidrogénio mas também pelos métodos de produção que pode ir desde a utilização de algas (tecnologia ainda muito distante) da muito pouco utilizada electrólise (que obviamente também necessita de grandes quantidades de electricidade) até à muito mais comum produção a partir do gás natural e hidrocarbonetos fósseis (lá voltavamos à dependência do petróleo).
Tal como o caro bloguista também eu sou contra o uso generalizado de baterias de lítio exactamente pelos mesmos motivos ambientais (e não só) mas ao contrário de si estou convencido que os automóveis eléctricos vieram para ficar e farão parte do nosso futuro. Mas digo mais, os automóveis eléctricos não precisarão de baterias de lítio e nem mesmo de células de combustivel (que funcionam com o hidrogénio) para alimentarem os motores eléctricos. Sim, é verdade... também eu desprezo o uso de hidrogénio em automóveis! Serei eu pateta ou analfabeto? Não, não sou... nem uma coisa nem outra, modéstia à parte. E também não o será o dito professor de Viseu, digo eu.
O futuro dos automóveis está nos automóveis eléctricos que utilizarão super condensadores para o armazenamento da energia eléctrica. Estes super condensadores têm tido grandes avanços no seu desenvolvimento e já não demorará muitos anos até que substituam as baterias de lítio pois apresentam já vantagens incontestáveis como um tempo de vida quase ilimitado podendo sofrer milhões de cargas e descargas, têm também um tempo de carga muitíssimo curto, têm maior densidade energética (cerca do dobro), são muito mais leves (cerca de um terço do peso), são capazes de fornecer grandes quantidades de energia para maiores velocidades e motores de maior potência, etc., etc.. E mais desenvolvimentos virão que poderão melhorar ainda mais os super condensadores e consequentemente a eficiência e desempenho do futuro automóvel eléctrico.
Caro Humberto
Agradeço o seu comentário. É a sua posição, com a qual não concordo.
Mas, felizmente, temos no blogue um colaborador, o engenheiro Jorge Cabral, pessoa especializada na matéria a quem já pedi uma explicação sobre o assunto em epígrafe quando tivesse disponibilidade.
Caro João:
Frequentemente venho ao seu blogue porque admiro a sua frontalidade com alguns assuntos polémicos da "nossa praça", mas penso que por vezes exagera! Chamar "pateta" ao professor Joaquim Delgado é um termo que repudio e não posso aceitar, porque tive o prazer de assistir a algumas palestras dele sobre energias renováveis e posso garantir-lhe que para além de ser um profundo conhecedor da matéria e defensor das energias renováveis, transmite o seu conhecimento através duma linguagem acessível para quem não domina a matéria. Por isso recomendo-lhe que antes de escrever "textos depreciativos" sobre o trabalho e conhecimento dessas pessoas, procure informar-se melhor sobre o seu currículo!
Sobre o assunto, e o que pude reter das palestras deste professor, este defende os carros eléctricos porque a nova geração de baterias será muito mais eficiente e com mais autonomia que as actuais, enquanto que o hidrogénio é uma energia muito pouco explorada, difícil de obter e armazenar em segurança, não sendo sendo por isso viável o seu uso num futuro próximo. Obviamente "o que hoje é verdade, amanhã é mentira e vice-versa".
Caro João Pedro
Partindo do princípio possível que o senhor poderá ser o próprio professor Joaquim Delgado ou não, lamento profundamente que me acuse de ter insultado através da palabra "pateta" um professor conceituado e prestigiado.
Aqui no blogue nunca se identificou o professor nem eu sabia a identidade da pessoa que teve a intervenção na tv a favor dos carros eléctricos.
Obviamente, que a partir do momento em que o senhor deixa aqui a identidade do interventor, eu retirarei o título em epígrafe.
Caro João Pedro,
Ao vir defender um terceiro, dá-me a oportunidade de o fazer em relação ao autor deste blog, embora como bem sabemos todos, ele não careça da defesa de ninguém.
Também eu, num artigo que escrevi posteriormente à publicação deste, sob o título "UM SINCERO VIVA! AO NOVO COMENTARISTA", manifestei discordar do título escolhido pelo autor, todavia, conhecendo-o como conheço, sei que não houve qualquer intenção de insultar gratuitamente ou de menosprezar alguém, mas antes de pretender chamar a atenção para uma afirmação que considerou uma chapada patetice, o que é muito diferente.
Na realidade, todos nós em geral e os cientistas muito em particular devemos ser comedidos mas esclarecedores nas afirmações que proferimos a respeito das novas energias porque, para além da sensibilidade e complexidade do tema, tudo pode ser aproveitado para regredirmos ou não avançarmos e sabemos quão urgente e necessário isso é. Mais, quando se trata de um cientista, com indiscutível autoridade na matéria a proferir afirmações através de um orgão de comunicação social com a capacidade de penetração de uma televisão, os cuidados têm que ser máximos.
Segundo sei, o professor que não conheço, terá afirmado num programa televisivo, ou isto, ou algo muito semelhante: "como já se viu o hidrgénio não é solução".
E isto, caro Pedro é uma escandalosa patetice, independentemente do senhor ser uma sumidade e bem intencionado, o facto é que lhe saiu e muito em especial naquelas circunstancias, isso nunca devia acontecer, já que mais não seja por respeito a todos os seus pares que em diversas partes do Mundo, em centros de investigação de excelência, têm dedicado longos anos das suas vidas a esta fonte de energia, que diga-se e sublinhe-se é a única que em rigor merece a classificação de energia limpa. Todos os estudos sérios que conheço, diga-se também, apontam exactamente em direcção oposta àquela que o dito professor anunciou. Há aspectos que temos que tratar com cuidado, claro que sim! mas isso existe em todas elas, não só no caso da utilização do hidrogénio.
Saudações sinceras
Caro João Severino (até agora não sabia o seu nome), não precisamos de concordar... afinal o que realmente interessa é discutir, trocar ideias.
Já vi que o eng. Jorge Cabral na sequência deste "post" por si iniciado e respectivas respostas colocou um novo "post" acerca do tema do hidrogénio pelo que senti que, antes de colocar aqui no vosso blogue alguma resposta adicional minha, devia tentar encontrar o que já antes por aqui foi escrito acerca do tema e, se bem pude perceber, ambos partilham da mesma opinião e defendem-na virtualmente com os mesmos argumentos pelo que, se não se importa, continuarei os meus comentários no outro "post" já que o eng. Jorge Cabral decidiu aprofundá-lo mais e onde com certeza participará se assim o entender.
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