Porque "a política tem que ser feita de causas nobres", Marques Mendes não esqueceu a sua e foi a Castelo de Vide deixar um recado a Manuela Ferreira Leite: "em determinadas situações em que um político está pronunciado por um juiz ou condenado por crime de corrupção, a bem dele, da instituição e da política, não deve poder candidatar-se a eleições".
Sem se referir directamente à inclusão de António Preto e Helena Lopes da Costa nas listas do PSD ao Parlamento, ambos indicados por crimes de corrupção, Mendes lembrou que em 2005 afastou autarcas a braços com a Justiça e não precisou "de lei nenhuma".
Para o ex-líder do PSD "basta que quem decida tenha a coragem de aplicar este princípio", até porque, acredita, "um responsável político tem que ser exemplo e uma referência. Não precisa de ser monge". Quando houver políticos que não tenham este estatuto, Marques Mendes considera que a única solução é "cortar a direito custe a quem custar".
Na defesa das suas convicções, Marques Mendes apontou a falta de ética na vida política como "um dos cinco pecados capitais que estão a minar a nossa democracia". Perante os jovens da Universidade de Verão do PSD, o ex-líder apontou mais quatro pecados: um défice de competitividade e solidariedade, a falta de liberdade de escolha na educação, a crise na Justiça e as incongruências de um sistema eleitoral "em que se personaliza nas autárquicas, mas não se tem a mesma exigência a nível nacional".






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