Quinta-feira, Agosto 13, 2009

MEDINA DEMOLIDOR

> O professor Henrique Medina Carreira esteve ontem na SIC Notícias e voltou a desmascarar todos os inúteis da política, da governação e da corrupção. Medina Carreira deu mais uma lição exemplar de como este país ainda poderia ter salvação se fosse governado por "gente séria".

Medina Carreira considera que a proposta do PS de retirar deduções fiscais aos mais ricos na próxima legislatura é uma “aldrabice”. O antigo ministro das Finanças defende antes uma redução do IVA.

"Essa redistribuição fiscal [do PS] é uma aldrabice. É um truque eleitoral", afirmou Medina Carreira em entrevista ao programa "Negócios da Semana" da SIC Notícias.

O ex-ministro das Finanças referia-se à proposta eleitoral do PS de limitar as deduções fiscais aos escalões mais altos para poder aliviar a carga fiscal da classe média.

Medina Carreira considera que a redistribuição fiscal passa antes pela redução do IVA.

"Se se quiser redistribuir alguma coisa, é diminuir o IVA. É que uma família pobre ou remediada que ganhe mil euros gasta tudo em consumo, por conseguinte paga IVA em tudo. Ora um rico, como não pode comer quilos de nada, não tem nem tempo nem barriga, gasta uma pequena parte do seu rendimento, ou seja, só uma pequena parte do rendimento de um rico está sujeita a IVA", explicou.

"Baixar o IVA é uma medida que pode dar dinheiro aos pobres", defendeu.

Em termos globais, o fiscalista faz uma avaliação negativa do programa eleitoral do PS, considerando que "não tem lá nada que preste. É conversa fiada".

Já quanto ao programa do PSD, afirmou desconhece-lo.

Para Medina Carreira, "um programa de governo tem de ser curto, claro e exequível fora do papel, com base em ministros absolutamente fundamentais: nas Finanças, na Economia, na Justiça na Educação e pelo menos na Segurança social".

A prioridade, segundo o responsável, passa por recuperar o investimento externo e para isso é preciso saber as razões que levam os investidores estrangeiros a não vir para Portugal.

Na opinião do antigo ministro das Finanças, o Governo que sair das próximas eleições legislativas devia encomendar um inquérito para saber porque é que há falta de investimento externo, "se é por causa dos ordenados, das leis laborais, da burocracia, dos tribunais, dos corruptos e depois propor as medidas".

"O Portugal de hoje é um grande caso BPN. Dinheiro recebido que circula, dinheiro vivo. Gente que nós conhecíamos que eram os pobrezinhos e agora são multi-milionários, têm empresas que fazem negócio com o Estado, empresas que querem que o Estado faça estas grandes auto-estradas que vão encravar o país", adiantou Medina Carreira na entrevista.

Para o ex-ministro das Finanças, os políticos querem o poder para "tomar conta do orçamento, empregar os primos, os tios, fazer negócio de auto-estradas e outras coisas do género".

Segundo Medina Carreira, "sempre que em Portugal um partido tem maioria absoluta, os deputados ficam reduzidos a zero. Se tem maioria relativa, há estas contendas brutais em que o PSD está metido porque sabem que sem irem para o Governo não têm lugares para tratar da vida e dos negócios. E, portanto, digladiam-se para ver se têm acesso àqueles lugarezitos que restam". "Isto é a vida partidária", concluiu o fiscalista.


3 pauladas:

Anónimo disse...

Grande homem. Grande português.

Carlos Dias Ferreira disse...

João:

Só vem provar esta análise de M. Carreira aquilo que sabemos desde 2005, tem sido um regabofe para os amigalhaços e quem paga é sempre o mesmo.
Confirmamos ainda que as promessas do partido sócrates não passam disso mesmo o que é pouco muito pouco, mas claro os outros é que não têm nada. Enfim socratices.

Karocha disse...

E como sempre tem toda a razão!
O Pais está falido e andam todos a brincar...