> Morreu um homem bom, amigo dos portugueses, trinta anos dedicados à administração portuguesa e chinesa, presidente do Conselho de Consumidores, cristão, democrata. Alexandre Ho morreu de quê? De desgosto. Numa terra onde roubar ou receber por baixo da mesa 1, 5 ou 10 milhões de patacas pouca importância tem para o caso, alguém inventou que Alexandre Ho tinha recebido ilegalmente, imaginem, vinte mil patacas e poderia vir a ser arguido em processo de corrupção.
Este homem que foi deputado da Assembleia Legislativa e pioneiro em teses sobre democracia para um regime feudal como o de Macau, resolveu não passar pela vergonha instaurada pelos verdadeiros corruptos e dirigiu-se a um hotel da cidade vizinha de Zhuhai. Ali, cometeu suicídio. Só ele e Deus sabem quanto lhe teria custado despedir-se de todos nós daquela forma. À família de Alexandre Ho, que muito respeito, o meu pesar.
Comentário oportuno de Carlos Barbosa de Oliveira:
Estremeci ao ler esta notícia, João!
Trabalhei com ele no Conselho de Consumidores e confirmo o que dizes. Era honesto e um homem bom. Sempre que vinha a Portugal telefonava-me e íamos almoçar ou jantar.
A última vez que estive em Macau, em 2007, recebeu-me principescamente e até se propôs arranjar-me um carro para eu dar umas voltas. Como ainda tenho lá amigos recusei, mas fiquei-lhe muito grato.
Nunca esperaria um desfecho destes!
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1 pauladas:
Estremeci ao ler esta notícia, João!
Trabalhei com ele no Conselho de Consumidores e confirmo o que dizes. Era honesto e um homem bom. Sempre que vinha a Portugal telefonava-me e íamos almoçar ou jantar.
A última vez que estive em Macau, em 2007, recebeu-me principescamente e até se propôs arranjar-me um carro para eu dar umas voltas. Como ainda tenho lá amigos recusei, mas fiquei-lhe muito grato.
Nunca esperaria um desfecho destes!
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