Francisco Moita Flores, independente eleito pelo PSD, entregou terça-feira a medalha de ouro da cidade ao primeiro-ministro, José Sócrates, numa atitude que Jardim classificou de provocatória para o PSD. "Com essa atitude ele quis provocar o PSD e foi de uma enorme deslealdade, num momento crucial em que o partido tem que estar unido", declarou hoje o líder insular, em férias no Porto Santo.
"Não sei o que a líder nacional do PSD está à espera para substituir este ex-agente da Polícia Judiciária e cujo nome apareceu nas listas publicadas da Maçonaria", reage Alberto João Jardim, acrescentando não acreditar que os sociais-democratas daquele concelho "votem neste cavalheiro". "Não percebo porque ainda não foi substituído", comenta.
A distinção de Moita Flores a José Sócrates e as suas declarações recentes em relação à actual liderança do partido que o apoia - nas quais admitia votar no PS nas legislativas de 27 de Setembro - têm gerado mal-estar no seio do PSD.
Questionada recentemente sobre o assunto, a líder do partido, Manuela Ferreira Leite afirmou: "Se eu votasse em Santarém, com certeza que votava nele, a única coisa que acho estranha é que, se discordasse tanto da orientação política de um partido, não aceitaria o apoio desse partido para a candidatura como independente".






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