Emprego 150 mil
> Os críticos de Sócrates andam há meses a apregoar por todo o lado a interrogação "Onde é que estão os 150 mil empregos prometidos em 2005?". Afinal, os 150 mil postos de trabalho foram encontrados. Andavam por aí e ninguém os via. Nem os vão ver mais porque acabaram. Infelizmente, sabe-se agora que 152 mil empregos foram extintos só num ano. É obra. É a obra socretina...
A economia destruiu mais empregos num ano do que os que tinha conseguido criar em três. O emprego caiu, no segundo trimestre, para o nível mais baixo desde 2000, com 5,076 milhões de pessoas empregadas, revelou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se de uma redução líquida de 151,9 mil empregos num ano (ou 2,9%), a maior de que há registo.
A forte quebra no nível de emprego continua a afectar sobretudo os jovens, com mais de 111 mil empregos destruídos na faixa etária dos 15 aos 34 anos. O fenómeno deixou, contudo, de ser exclusivo dos mais precários. A destruição de emprego foi mais forte entre os contratados a termo ou dependentes de vínculos mais frágeis (80 mil), mas atingiu também cerca de 22 mil contratados sem termo.
A saída de um número significativo de pessoas para uma situação de inactividade não impediu um acréscimo de 97,8 mil desempregados, com o número oficial a subir para o recorde de 507,7 mil pessoas. A taxa de desemprego situou--se nos 9,1%, o valor mais elevado desde o início de 1986, mostra a série do Eurostat. A subida foi de duas décimas face ao primeiro trimestre e de 1,8 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior.






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