Sexta-feira, Agosto 28, 2009

CANTINHO DO POEMA







liliana fernandes


Os dedos enrijecem-se por tentar

Contrariar a vontade da caneta.

Ela insiste, cola-se ao papel

E da tinta que jorra, só sai o teu nome.

Ficou analfabeta, servil apenas à vontade

Involuntária de te querer. É-te subserviente.

Devia impor-te uma providência cautelar,

Que te obrigava a abdicar da omnipresença.

Porque és sempre o centro das atenções? Porque estás em todo o lado?

Para onde quer que olhe, para onde quer que vá…

Tu (per)segues-me!




1 pauladas:

Anónimo disse...

Olá Liliana,

"Eu (per)sigo" os teus poemas...Um excelente e lindo poema como sempre.Parabéns.É uma das coisas que me deixa sempre com um sorriso no meu rosto.

"gosto"