Terça-feira, Agosto 11, 2009

ARROGANTE

> O primeiro ministro das Finanças de José Sócrates continua a usar uma linguagem particularmente azeda quando se refere ao chefe do Governo.
Em entrevista ao jornal “i”, Luís Campos e Cunha diz que José Sócrates teve “condições absolutamente únicas e excepcionais para ser primeiro-ministro e fazer um bom trabalho”, mas que, ao invés, enveredou por um estilo de governação “politicamente arrogante e tecnicamente errada”. “As medidas fundamentais foram tomadas em 2005 e daí para a frente foi tudo muito mal gerido, tirando um ou outro caso de medidas mais profundas, como a reforma da Segurança Social”.
Campos e Cunha, que teve o mais curto mandato como ministro das Finanças da era da democracia (pouco mais de quatro meses), diz ainda que as políticas seguidas de combate à crise “parecem-me desajustadas e as medidas para o período pós-crise ainda mais desajustadas”.
Mas, acrescenta “estou muito mais preocupado com a situação política porque não vejo do ponto de vista político grandes alternativas e possibilidade de sairmos [das eleições legislativas] com uma alternativa credível e viável”. O professor universitário afirma que “existe uma falta de alternativas reais, seja mais à esquerda ou mais à direita”.