> O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, estará alegadamente envolvido num caso de alegada corrupção e a FRETILIN, principal partido da oposição, exige que se demita do cargo, noticia hoje a emissora australiana ABC. Segundo a rádio, em causa está um contrato, no valor de 3,5 milhões de dólares (cerca de 2,4 milhões de euros), que Xanana Gusmão assinou com a empresa Prima Food, que venceu um concurso internacional para fornecimento de arroz e que tem entre os accionistas m
ais importantes Zenilda Gusmão, filha mais velha do chefe do Governo timorense. A legislação timorense proíbe "agentes da administração", políticos e burocratas de ganharem contratos com o Governo em negócios a que estejam ligados membros directos da respectiva família. Arsénio Bano, alto dirigente da FRETILIN, maior partido da oposição, alega que se trata de um caso evidente de corrupção e exige a demissão de Xanana Gusmão.
Segundo a ABC, tanto Xanana como a filha recusaram comentar os resultados da investigação jornalística daquela rádio. Contudo, uma porta-voz do Governo confirmou que Zenilda Gusmão é accionista da Prima Food e, numa declaração, garantiu que o Executivo "sempre foi transparente neste tipo de contratos".
Arsénio Bano, por seu lado, queixa-se de falta de informação por parte do Governo, e disse que desde Dezembro de 2008 que aguarda respostas aos seus insistentes pedidos para que sejam identificadas as empresas a que estejam ligadas pessoas relacionadas com membros do Executivo.
Entretanto, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, citado pela ABC, distanciou-se do alegado escândalo, frisando que não lhe diz respeito. "No nosso sistema político, o Presidente não tem poderes executivos. Não posso estar diariamente a interferir na condução do país", disse Ramos-Horta. "Se fosse isso que eu desejasse fazer, concorreria ao cargo de primeiro-ministro. Isso (poder executivo) é responsabilidade do chefe do Governo", acrescentou.
A ABC noticiou ainda que Kathleen Gonçalves, mulher do ministro do Desenvolvimento Económico, João Gonçalves, estará ligada a pelo menos três empresas que venceram concursos lançados pelo Governo no valor global de 11 milhões de dólares. As três empresas ligadas a Kathleen Gonçalves são a United Foods Lda, Belun Feto Lda (ambas listadas sob o nome chinês de Kathleen, Fon Ha Tchong) e a Três Amigos. Kathleen Gonçalves negou-se a ser entrevistada pela ABC, mas numa outra declaração, a porta-voz do Governo defendeu o envolvimento da mulher do ministro.
"Ela (Kathleen Gonçalves) está ligada desde 1999 a negócios de importação de arroz em Timor-Leste e foi autorizada, tanto por este, como pelo Governo anterior (da FRETILIN)", lê-se na declaração. O ministro João Gonçalves, por seu lado, garantiu desconhecer os nomes das empresas da mulher, bem como quais as que tinham vencido os concursos lançados pelo Governo. As empresas ligadas a Kathleen Gonçalves e a Prima Food fazem parte de uma lista de 16 companhias que venceram em 2008 contratos de fornecimento de arroz, em negócios que totalizaram 56 milhões de dólares (cerca de 39 milhões de euros). (Lusa)






2 pauladas:
João:
Pelo que leio em Timor também é só trapalhadas.
Deve ser o chamado "risco sistémico" de que agora tanto se fala, pela amostra devem ter tido como professores alguns "iluminados" da nossa praça tão chegados que eles são ou então também andaram na Universidade Independente.
Afinal, João, o arroz sempre "engorda"
lusibero
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