Carlos Guerra, o presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) que assinou os pareceres decisivos para o chumbo e a posterior aprovação do outlet de Alcochete, em Março de 2002, terá sido constituído arguido esta semana, depois de ter sido chamado a depor pela Polícia Judiciária, avançou a TVI esta noite.
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Arquitecto de formação, Carlos Guerra foi presidente do ICN entre 1999 e 2002, precisamente na altura em que a aprovação do projecto Freeport aconteceu. Depois de sair do Instituto de Conservação da Natureza, chegou a trabalhar como consultor para Manuel Pedro, consultor do Freeport que fora contratado para garantir a aprovação ambiental do outlet e um dos outros arguidos no processo. Esses trabalhos de consultoria envolveram projectos liderados por Capinha Lopes, arquitecto do Freeport e também arguido no inquérito-crime liderado pelos procuradores Paes de Faria e Vítor Magalhães. Actualmente, Guerra é o responsável pela gestão nacional do Plano de Desenvolvimento Rural, exercendo o cargo de director do Gabinete de Políticas e Planeamento do Ministério da Agricultura e tendo sido nomeado pelo ministro Jaime Silva. Com Charles Smith (sócio escocês de Manuel Pedro numa consultora), Manuel Pedro e Capinha Lopes, o ex-presidente do ICN é o quarto arguido do caso.






2 pauladas:
Só falta o arguido-mor. Sem ele, o processo FREEPORT é um flatus voci comparável a certas medidas deste (des)Governo.
São todos uns tipos jeitosos.... tudo traz história de trás e só o compadrio explica como aparece esta gente em cargos de responsabilidade governativa.
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