Macau Abraços
> A Fundação Jorge Álvares quis comemorar os 10 anos da passagem da administração portuguesa para a chinesa. Para o efeito, reuniu na Escola Prática de Infantaria, em Mafra, mais de mil pessoas que nasceram ou que residiram em Macau. O encontro constituiu um grande e forte abraço entre pessoas oriundas dos mais diversos locais do país que não se viam há muitos anos e, que de certa forma, viveram conjuntamente as alegrias e as agruras que Macau proporcionou.
Militares, advogados, médicos, engenheiros, arquitectos, jornalistas, juizes, escrivãos, enfermeiros, músicos, professores, escritores, desportistas, economistas, editores, pintores e muitos funcionários da administração pública, alguns acompanhados dos filhos, marcaram presença num encontro peculiar e único na história de vida de quantos passaram por Macau.
Diz o povo que águas passadas não movem moinhos e na verdade muitos dos abraços que se viram durante o "encontro de Macau", como a maioria lhe chamou, eram demonstrativos de que as quezílias e incompreensões registadas na vivência macaense tinham sido atiradas para trás das costas. Obviamente com algumas excepções oriundas de mentes mesquinhas e perturbadas pela fortuna angariada...
Não me chamem peneirento, mas vou puxar dos galões simplesmente para dizer que hoje posso concluir que era um homem popular em Macau. Foram centenas de pessoas que me vieram cumprimentar e abraçar. Muitas delas lamentando toda a injustiça de que fui alvo naquele território. A todos envio daqui o meu mais sincero agradecimento.
Pedindo desculpa de muitos nomes que já não recordo é imperioso que registe alguns dos amigos com quem estive: Os meus companheiros do Raid Terrestre Macau-Lisboa Jorge Barra e João Queiroga e suas mulheres, o coronel João Roque e mulher, o major-general Mota e mulher, Mané Salavessa da Costa, António Nobre, Leonel Miranda, João Costa Pinto e mulher, Felício e mulher Guida, Wanda Rosa, Betty, o sempre bem disposto alentejano e sua mulher Felicidade, Augusto Vilela e sua mulher Madalena, Frias e mulher, o professor de ginástica dos meus filhos Cordeiro, Matos Guilherme, Vinhais Guedes, professor Carvalho, Mendes Liz e mulher, Apolinário, Celina Veiga de Oliveira, Fernanda Ilhéu, Jôce, Mário, Clara Gomes, Jorge Humberto e mulher, mulher do José Belo, António Estácio, Cordeiro e mulher (a Helena que trabalhou comigo no semanário Clarim) e muitos, muitos dos presentes a quem peço desculpa de não me recordar do nome e que me dispensaram a maior simpatia.
Os claustros da Escola Prática de Infantaria há muito que não tinham um movimento humano de tão grande dimensão e significado. Bem hajam os organizadores.






1 comentário:
Olá João Severino
Tive muita pena de não ter tido conhecimento deste encontro em Mafra...Ficará para uma próxima oportunidade.
Como é bom saber onde param as pessoas com quem fizemos amizade durante cerca de 17 anos em Macau. Só hoje tomei conhecimento do teu blogue. Quem te dirige esta palavras é aquele que ia dentro de um Ferrari com o Dr Carlos Monjardino no MGP e tu
« querias » seguir-nos para fazer a reportagem num Ford...Carlos Dantas Guimarães sauda-te com amizade e saudade dos bons e velhos tempos. Estou no Facebook e o meu email é :
charlesguim@gmail.com
que Ano 2010 te conceda tudo o que desejas. Um abração
Carlos d. Guimarães
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