1. Oliveira e Costa participou numa maratona parlamentar e para lamentar. A ser verdade tudo o que o ex-presidente do BPN proferiu diante dos deputados estamos perante factos muito graves que chamuscam muita gente. Gente de bem? Não! Simplesmente uma camarilha que nos tem governado política e economicamente e que participou activamente na desgraça a que assistimos pelo país fora nos mais diversos sectores. Quando se fala em desemprego, a responsabilidade tem a ver com esta pandilha que andou a abrir fábricas de lavagem de dinheiro por todo o lado. Quando se aborda a crise, é com eles. Quando se referem as falências e insolvências de empresas, é com eles. Quando se noticia o encerramento de Qimondas e Autoeuropas, é com eles. E eles, como referiu Oliveira e Costa, têm nomes. E se juntarmos todos os nomes o relambório é vasto e abrangente. De tal forma abrangente que até pode chegar a figuras ligadas a um simples lançamento de livro biográfico de um líder partidário.
2. O caso Dias Loureiro e Joaquim Coimbra quase que ultrapassa o limite do compreensível. Loureiro é conselheiro de Estado e sempre foi um dos homens do Presidente Cavaco Silva. Joaquim Coimbra é um homem forte na nomenclatura do PSD e chegou mesmo a participar na destituição de Luís Filipe Menezes. Dois poderes que têm exercido um poder efectivo em várias frentes. Loureiro teve o desplante de ameaçar Oliveira e Costa de uma forma obsoleta "Veja lá como me trata. Quando me hostilizam eu não sou para brincadeiras". Este exemplo, é bem tradutor do tipo de gentinha que tem "mandado" nos destinos das políticas desastrosas em Portugal.
3. Abordando um tema desta gravidade, naturalmente que há matéria que salpica para o Presidente Cavaco Silva, que sempre se assumiu como grande amigo de Dias Loureiro e seus pares de negociatas. Cavaco Silva escolheu este homem para conselheiro de Estado e nunca se distanciou dele após se saber de todas as falcatruas existentes num banco onde o próprio Cavaco também depositou o seu dinheiro e onde os juros estranhamente eram mais elevados que em outras instituições bancárias. Há que chamar os bois pelos nomes e de uma vez por todas sermos sérios e exigirmos que rapidamente Oliveira e Costa deixe de estar sozinho na prisão.
Quarta-feira, Maio 27, 2009
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4 pauladas:
João;
Concordo contigo, em quase tudo o que escreves, sobre o tema.
Discordo, num ponto, o de misturarmos, o nome do PR, no assunto, pela simples razão, de apesar de serem amigos, não podemos afirmar, que o Dr. Cavaco Silva, soubesse dos negócios do Dr. Dias Loureiro.
Parece-me no entanto que a situação de Dias Loureiro como Conselheiro de Estado, é insustentável para ele próprio e para os seus pares, daí eu pedir que a bem da transparência se deveria demitir, não imitando pelas piores razões o Sr. Procurador Lopes da Mota.
Estas atitudes são pessoais mas creio que já se ultrapassou os limites da decência, claro se toda esta situação for verdadeira porque eu julgo que ainda há coisas a explicar e uma delas é o silêncio do partido do poder porque será?
Temos de ser sérios em politica e não é por sermos militantes do mesmo partido que não devemos exigir a verdade e a decência na mesma, eu penso assim.
Caro Carlos
Cada um tem a sua opinião que se deve respeitar e a tua é pertinente tal como a minha de que Cavcao Silva fez muito mal em não se distanciar logo no primeiro momento em que rebentou o escândalo envolvendo Dias Loureiro.
Uma nota:
Relativamente ao texto do teu comentário na passagem
"(...) e não é por sermos militantes do mesmo partido que não devemos exigir a verdade e a decência na mesma, eu penso assim."
poderia induzir os leitores a pensar que eu sou militante do mesmo partido que tu.
Eu, feliz ou infelizmente não sou militante de nenhum partido.
Abraço
João:
Ácerca do teu comentário como deves calcular estou em sintonia contigo como é óbvio.
Fizeste bem em fazer o esclarecimento mas quando me referia a "sermos militantes do mesmo partido" estava a referir-me a Dias Loureiro e não a ti, mas pelas possiveis más interpretações peço-te desculpa.
Temos de ser rigorosos e isentos: o PR, que ajudei a eleger, cometeu em erro. O Dias Loureiro, enredado em negócios, influências e amizades, n~una deveria ter entrado no Conselho de Estado. Obviamente que isto não significa que o PR conheça os negócios do dito. Mas foi imprudente, muito imprudente, convidá-lo. O PR, qualquer que ele seja, não pode estar associado a gente deste tipo, mesmo que os negócios sejam todos lícitos. A vida de negócios não "casa" com o Conselho de Estado ou com outras instituições. Infelizmente estes exemplos abundam, desde a AR até ao Governo. Mas o PR não pode dar este mau exemplo
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