Quarta-feira, Maio 06, 2009

35 anos


O Partido Social Democrata (PSD) comemora hoje 35 anos. Parabéns a todos os seus militantes. O PSD já faz parte da história da democracia portuguesa. Ao longo da sua existência foi governo e oposição. Actualmente continua empenhado em constituir-se mais uma vez como alternativa ao Partido Socialista.


Comentário oportuno de Carlos Dias Ferreira, fundador do PSD em Abrantes:

E têm sido 35 anos sempre de luta, alegrias, vitórias, derrotas e convulsões.
Se há partido que representa bem a sociedade Portuguesa é o PSD tanto no que tem de bom como de mau, ou seja os extremos tocam-se daí as permanentes lutas pelo poder interno. Relembro 1974/75, em que fui fundador do PSD em Abrantes em que nessa altura ser do PSD era ser fascista, e relembrar esses anos é dizer a alguns "meninos" da política de hoje que aí sim a política era verdadeira, porque essencialmente se tinham ideais e se pensava no colectivo. Hoje, infelizmente, e também no meu Partido, pensa-se mais na parte pessoal e no "tacho" do que nas ideias para resolver os reais problemas deste país.
Continuam a haver pessoas sérias e com vontade de mudar o estado a que nós chegámos mas também existem aqueles que julgam ser "donos" de algo ou de alguém e se armam em "ditadores ou caciques" para se poderem mostrar, e o poder autárquico é o expoente máximo deste desiderato. Ando desiludido com a política e já me afastei da mesma em 1979 (Grupo Opções Inadiáveis, génese da ASDI) e, muito sinceramente, com o que vejo hoje a vontade é afastar-me novamente, pois não concebo a política como um conjunto de pessoas a ser "carneiro" da vontade de alguns ou de negociatas entre amigos não cumprindo o que se acorda e denegrindo, se necessário, a imagem das pessoas (alguns até companheiros do próprio partido), para se obterem favores ou benefícios. A esses, digo bem alto: NÃO, não contem comigo!
Parabéns PSD.

2 pauladas:

Carlos Dias Ferreira disse...

João:

E têm sido 35 anos sempre de luta, alegrias, vitórias, derrotas e convulsões.
Se há partido que representa bem a sociedade Portuguesa é o PSD tanto no que tem de bom como de mau, ou seja os extremos tocam-se daí as permanentes lutas pelo poder interno. Relembro 1974/75, em que fui fundador do PSD em Abrantes em que nessa altura ser do PSD era ser fascista, e relembrar esses anos é dizer a alguns "meninos" da politica de hoje que aí sim a politica era verdadeira porque essencialmente se tinham ideais e se pensava no colectivo. Hoje infelizmente e também no meu Partido pensa-se mais na parte pessoal e no "tacho" que nas ideias para resolver os reais problemas deste país.
Continuam a haver pessoas sérias e com vontade de mudar o estado a que nós chegámos mas também existem aqueles que julgam ser "donos" de algo ou alguém e se armam "ditadores ou caciques" para se poderem mostrar, e o poder autárquico é o expoente máximo deste desiderato. Ando desiludido com a politica e já me afastei da mesma em 1979 (grupo opcções inadiáveis, génese da ASDI)e muito sinceramente com o que vejo hoje a vontade é afastar-me novamente, pois não concebo a politica como um conjunto de pessoas a serem "carneiras" da vontade de alguns ou de negociatas entre amigos não cumprindo o que se acorda e denegrindo se necessário a imagem das pessoas (alguns até companheiros do próprio partido), para se obterem favores ou beneficios. A esses digo bem alto, NÃO, não contem comigo.
Parabéns PSD.

joão severino disse...

Grande comentário Carlos.
A verdade e a seriedade de princípios acima de tudo no teu sentir a política.

Concordo contigo. O PSD é um grande partido, mas está cheio de corruptos e de oportunistas que fazem da política o modo mais rápido de exterminar todos aqueles que lhes digam a verdade na cara.
O PSD precisa de uma revolução interna por parte das gerações mais novas, de forma a credibilizar uma instituição fundada por um homem exemplar como o foi Francisco Sá Carneiro.

É tempo de expurgar todos os corruptos das Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais e do aparelho do partido que só têm provocado o desastre eleitoral dos últimos tempos.

Abraço