Existem vários tipos de terrorismo. Incluindo o verbal. Ontem, à noite na RTP, assistiu-se a uma intervenção do comentador partidário António Vitorino que raiou o terrorismo através da palavra. O socialista apoiante de José Sócrates serviu-se de um espaço que lhe concederam (?) para esclarecimento sobre os acontecimentos políticos para atirar brasas para a fogueira grave que já estava ateada. A guerrilha entre o Presidente da República e o primeiro-ministro chegou ao rubro quando Cavaco disse umas verdades oportunas e José Sócrates respondeu malcriadamente dizendo que não aceitava "recados". E Vitorino? Como se fosse um criado da corte foi à televisão afirmar que o Presidente Cavaco já discursa com as mesmas posições da líder da oposição Manuela Ferreira Leite. A isto, chama-se apagar o fogo com uma mangueira cheia de buracos. Pior, um tempo de antena para determinado fim não deve ser utilizado para um certo tipo de terrorismo verbal e por esse motivo entendo que o programa de Vitorino deve acabar.
E o programa de Marcelo Rebelo de Sousa? Já por diversas vezes o ouvi dizer que José Sócrates fez isto e aquilo bem feito. No entanto, sempre fui apologista de a RTP disponibilizar programas do género Marcelo/Vitorino a outras personalidades conotadas com todos os partidos representados na Assembleia da República.
terça-feira, abril 21, 2009
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3 comentários:
Sim, caro João, o vedetismo de certas figuras que já foram altos responsáveis dos PSD e PS acaba por ser injusto para os outros partidos a quem não é dada essa oportunidade e completamente faccioso com comentaristas que só sabem elogiar o próprio partido e dizer mal de todos os outros, sem um mínimo de objectividade na sua apreciação dos assuntos que comentam. Era altura de os espectadores da RTP começarem a exigir, ao serviço público em especial,regras de jogo mais democráticas.
`´E o que eu digo,João...eles perderam ,por completo,a vergonha, o respeito, a dignidade...Quem ainda crê na "troupe"?
João:
Os comentários do Dr. António Vitorino deixaram de ser importantes para mim a partir do momento em que o oiço apenas a dar "loas" ao engº mas até percebo porquê sempre está como reserva da Républica.
Enfim ao ponto a que isto chegou.
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