quarta-feira, abril 29, 2009

Rádio e burla

Em 2005 estive a realizar e a apresentar o programa da manhã (07.00-10.00) no Rádio Clube do Sul, em Faro. Um dia, um ouvinte convidou-me para almoçar. Tratava-se de um cidadão que residia na Batalha e era amigo do director da estação de rádio local. Manifestou-me que gostava muito do meu programa (muita informação, música variada, entrevistas, concursos) e convidou-me a equacionar a possibilidade de me transferir para a Batalha onde "teria um futuro risonho" a trabalhar com o tal proprietário da rádio da terra que era simultaneamente ex-autarca, contabilista e pessoa muito popular.
Naturalmente que obtive algumas informações sobre o tal "patrão" de rádio, contabilista e conceituado ex-autarca. Não gostei do que me disseram e desisti de me transferir para a Batalha.

Hoje, passados quatro anos, ao ler o 'Correio da Manhã' fiquei pasmado. Refere o jornal que o tal proprietário da rádio desviou milhões de euros de imensas pessoas que confiaram na sua empresa de contabilidade os pagamentos à Segurança Social e ao Fisco. Esses clientes estão com a corda na garganta e está tudo revoltado com o alegado burlão e ex-autarca. Um dos clientes afirma no diário que lhe foi agora apresentada uma conta de 70 mil euros quando pensava ter tudo regularizado através do tal contabilista radiofónico.

O que nos vale é que há sempre um sétimo sentido...

3 comentários:

Carlos Dias Ferreira disse...

Joâo:

Pois é. Tiveste um sétimo sentido, senão eras mais um a arder a juntar aos outros de que o jornal fala.
A pergunta, que eu faço, é simples. Qual será o motivo, de cada vez mais, existirem casos destes, ou semelhantes? A resposta também a dou. Quando existem cargos com poder as pessoas julgam-se impunes a tudo e todos e quando o exemplo vem de cima...

Jose Martins disse...

Oi João andaste, sempre na tua vida, apanhar bonés!

Não deu a malta escolher a seriedade...

Se a gente se tem ajustado... tinhamos passado um tempo "porreirinho", com umas gajas bués como ó milho no colo, a beber umas uiscadas valentes e que se lixasse a seriedade...

Num país onde o roubo já institucionalizado o caminho é: sempre aviar!

claudia patrocinio disse...

foi feliz o seu 7º sentido, no meu caso, nem o 7º sentido me valeu, fui burlada em alguns milhares de euros pelo Sr. Rui Trovão que se deixou deslumbrar pelos luxos e se esqueceu da familia humilde de onde provem.
Não imagina o sentimento de revolta que se vive na Batalha.