O antigo Presidente da República, Mário Soares e o cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira, defenderam que os socialistas devem ter um candidato à presidência da Comissão Europeia.
Comentário oportuno de David:
Por falar em PS e na escolha de um Presidente da Comissão Europeia, permitam-me recordar o terrível barulho que fez esse partido (que em tempos muito pugnava pela liberdade de expressão) quando Durão Barroso, ocupante de S. Bento, foi indigitado para aquele lugar.
Que não podia ser, que era inadmissível, que tinha de haver eleições antecipadas. Não lhe interessou para nada o argumento - acolhido, por exemplo, por Jorge Sampaio, pelo menos oficialmente - de que era um português que assim chegava ao 3º posto mais importante ao nível internacional (a seguir a Presidente dos EUA e Secretário-Geral da ONU).
Esqueciam-se que 10 anos antes tinham defendido precisamente o contrário. Em 1994, o então Secretário Geral da NATO, Manfred Wörner, falecia em funções, pondo-se a premente questão da sua sucessão. Um dos nomes de que então se falou foi o de Cavaco Silva, à altura Primeiro-Ministro português. De imediato o PS aplaudiu a ideia de um português ocupar tão alto cargo (salvo erro pela boca, por exemplo, de António Vitorino). Só isto mostra a sua coerência...
Agora são Vital Moreira e Mário Soares a defender a derrota de um português, só porque não é da sua cor. Ignorando que muitos socialistas europeus o elogiam.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... É que em 1994 dava jeito arredar Cavaco para um exílio dourado. Agora dão jeito outras coisas.
Nota final: acabo de ter conhecimento de que o Primeiro-Ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen foi indicado como próximo Secretário-Geral da NATO, sendo substituído no governo do seu país por Lars Løkke Rasmussen, nº 2 no Partido Liberal dinamarquês.
Será que o PS vai ser coerente com o que defendia em 2004 e denunciar como calamitosa e inadmissível esta solução? Ou vai seguir o que defendeu em 1994?
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1 pauladas:
Por falar em PS e na escolha de um Presidente da Comissão Europeia, permitam-me recordar o terrível barulho que fez esse partido (que em tempos muito pugnava pela liberdade de expressão) quando Durão Barroso, ocupante de S. Bento, foi indigitado para aquele lugar.
Que não podia ser, que era inadmissível, que tinha de haver eleições antecipadas. Não lhe interessou para nada o argumento - acolhido, por exemplo, por Jorge Sampaio, pelo menos oficialmente - de que era um português que assim chegava ao 3º posto mais importante ao nível internacional (a seguir a Presidente dos EUA e Secretário-Geral da ONU).
Esqueciam-se que 10 anos antes tinham defendido precisamente o contrário. Em 1994, o então Secretário Geral da NATO, Manfred Wörner, falecia em funções, pondo-se a premente questão da sua sucessão. Um dos nomes de que então se falou foi o de Cavaco Silva, à altura Primeiro-Ministro português. De imediato o PS aplaudiu a ideia de um português ocupar tão alto cargo (salvo erro pela boca, por exemplo, de António Vitorino). Só isto mostra a sua coerência...
Agora são Vital Moreira e Mário Soares a defender a derrota de um português, só porque não é da sua cor. Ignorando que muitos socialistas europeus o elogiam.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... É que em 1994 dava jeito arredar Cavaco para um exílio dourado. Agora dão jeito outras coisas.
Nota final: acabo de ter conhecimento de que o Primeiro-Ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen foi indicado como próximo Secretário-Geral da NATO, sendo substituído no governo do seu país por Lars Løkke Rasmussen, nº 2 no Partido Liberal dinamarquês.
Será que o PS vai ser coerente com o que defendia em 2004 e denunciar como calamitosa e inadmissível esta solução? Ou vai seguir o que defendeu em 1994?
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