Quando existem centenas de professores desterrados nos locais mais longínquos da sua residência e da sua família, eis que o Governo aprova um escândalo destes:
Despacho n.º 9810/2009
Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivo organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 — É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 — O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008.
12 de Fevereiro de 2009. — O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. — Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da
Educação.
quarta-feira, abril 29, 2009
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3 comentários:
Eu e a minha Mãe (Professora de Geografia) andámos de saco às costas, do Ribatejo ao Douro, quando a nossa residência permanente era, precisamente, em Aveiro.
Por vezes com risco de não encontrarmos casa, porque na altura o mercado de arrendamento não funcionava minimamente.
Nunca ninguém se preocupou. Que nos arranjássemos.
E a lógica até podia estar certa. Infelizmente, todo o rigor e austeridade são só para alguns. Os que têm pomposos cargos, quase todos de nomeação governamental, são certamente feitos de uma carne diferente, mais delicada. Merecedora, portanto, de mimos que o lombo dos pobres não precisa.
Salgueiro Maia bem que não se meteu na política do regime que permitiu que medrasse. Ele lá sabia por quê!
Actos destes, arbitrários e despesistas, são às dezenas. É destes insultos a um povo pobre que o sumptuário Governo-PS vive e é também por coisas como estas que o dr. Medina Carreira acusa os partidos estruturantes de Assalto ao Orçamento de Estado.
A Máfia em Portugal foi nacionalizada!Só pode!
Valha-me Deus...
Quero ir prá ilha!!!!!
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