sábado, abril 25, 2009

A mentira

Sempre ouvi dizer que o 25 de Abril era uma festa para o povo. Nota-se. No largo fronteiriço à Assembleia da República acabei de ver uns quantos guardas republicanos em guarda ao Presidente Cavaco, uma segurança assustadora como estivesse para rebentar uma bomba da ETA e o povo? Onde está o povo? Onde está a festa popular para o tal povo comemorar Abril? Ah, desculpem... pois é, já me esquecia que está nas bancadas do hemiciclo... escolhido a dedo para compor o ramalhete... de cravos.

1 comentário:

Jorge Cabral disse...

Este 25 de Abril nunca foi para o povo. Isso foi uma atroada que os "capitães" utilizaram para conseguir um apoio que era fundamental aos seus intentos corporativos. Aliás, viu-se: o tal 25 de Abril que todos desejavam e imaginavam terminou no 1º de maio imediatamente seguinte.
A partir daí o que vimos foram grupos impreparados, constituídos por gente que só queria servir os seus objectivos pessoais e partidários a desgrenhar-se pelo poder.
Todavia ninguém estava preparado para o assumir com consistência e responsavelmente e o resultado foi o que se viu.
Improvisou-se, momento a momento, até aos dias de hoje. Não sou nem nunca foi apoiante do Salazar, mas nem que por absurdo ainda fosse ele a ocupar o lugar de primeiro ministro, ninguém me convence que neste momento não tivéssemos uma maior e melhor liberdade do que a que hoje temos. E quanto ao resto, nem é bom falar-se.
A gente que aos magotes se enredou nas tramas dos diversos poderes, após este pobre e triste 25 de Abril, foi do pior que este País tem, roubou, das formas mais imaginativas e não há riqueza que os possa saciar.
Honra seja feita aos poucos que, apesar desta nojenta desbunda ainda conseguem manter uma linha correcta de compromisso com a sua dignidade e com os seus eleitores. Mas são tão poucos!...