"Durão Barroso rendido a Barack Obama em Londres", título do 'Expresso'
Vão casar?...
Comentário oportuno de David:
Durão é um gabinete dos negócios estrangeiros personificado.
Flexível, bem falante, com contactos e que sabe ser o que é preciso em cada momento.
Chegou a Presidente da Comissão Europeia por isso mesmo: os outros "candidatos" tinham sempre anticorpos deste ou daquele. Durão, nunca sendo a primeira opção de ninguém e não suscitando qualquer adesão convicta, não gerava aversões. E permitiu que todos se entendessem: não foi escolhido ninguém de que se gostasse, mas pelo menos ninguém desgostava dele.
Enquanto W. Bush esteve no poder, Durão cultivou as melhores relações com ele. Era um apoiante de todas as horas - até na controversa guerra do Iraque, quando metade das chancelarias ocidentais se opuseram à intervenção.
Mas Bush é passado e, por isso, convém mostrar o mesmo entusiasmo por Obama - ainda que as suas políticas sejam completamente diferentes das do antecessor.
A diplomacia, quer se goste, quer não, é assim. E Durão, reconheça-se, está dentro dos seus meandros como ninguém.
Como diria um grande amigo meu, quando há tempestade o carvalho resiste e parte, mas o canavial verga-se e e lá continua. O nosso ex-1º ministro sabe-o e pratica-o quando é necessário.
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2 pauladas:
Durão é um gabinete dos negócios estrangeiros personificado.
Flexível, bem falante, com contactos e que sabe ser o que é preciso em cada momento.
Chegou a Presidente da Comissão Europeia por isso mesmo: os outros "candidatos" tinham sempre anticorpos deste ou daquele. Durão, nunca sendo a primeira opção de ninguém e não suscitando qualquer adesão convicta, não gerava aversões. E permitiu que todos se entendessem: não foi escolhido ninguém de que se gostasse, mas pelo menos ninguém desgostava dele.
Enquanto W. Bush esteve no poder, Durão cultivou as melhores relações com ele. Era um apoiante de todas as horas - até na controversa guerra do Iraque, quando metade das chancelarias ocidentais se opuseram à intervenção.
Mas Bush é passado e, por isso, convém mostrar o mesmo entusiasmo por Obama - ainda que as suas políticas sejam completamente diferentes das do antecessor.
A diplomacia, quer se goste, quer não, é assim. E Durão, reconheça-se, está dentro dos seus meandros como ninguém.
Como diria um grande amigo meu, quando há tempestade o carvalho resiste e parte, mas o canavial verga-se e e lá continua. O nosso ex-1º ministro sabe-o e pratica-o quando é necessário.
Se os dois se casasem, nasciam zebras!
eheheheh
Ze da Labia
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