Nós, portugueses, somos campeões mundiais do elogio fúnebre. Tenho pensado nisto desde ontem, ao ler os obituários de um excelente camarada de profissão - mais um - que partiu cedo de mais. O João Mesquita, é dele que falo, foi justamente elogiado, nesta hora dolorosa da sua morte, até por directores de jornais. Mas lamento que o elogio não tenha vindo um pouco mais cedo. Nos últimos anos, desde que deixou de se publicar A Capital, o João trabalhava como free lancer. Apesar dos seus méritos (que ninguém negava) e da sua experiência (se calhar até por causa dela), nenhum órgão de informação teve um lugar para ele nos seus quadros. Agora chovem as homenagens. Talvez até o João venha a ter o nome numa rua de Coimbra, a sua terra natal que tanto amava. Só é pena não sabermos tratar as pessoas tão bem em vida como as tratamos depois de mortas.
Nota: Estou desempregado. Já bati a trezentas portas e nenhuma se abriu. Peço que ninguém me faça qualquer elogio fúnebre quando me for embora. Pelos vistos, não há nada para elogiar...






6 pauladas:
Eu assino por baixo. João Botas, jornalista
Tenho impressão que estou a ter uma grande alegria. Tenho a impressão que este jovem da idade dos meus filhos é o mesmo João Botas que eu entusiasmei a iniciar-se nas lides da comunicação. E o nosso trio incluia uma linda Sofia...
Grande abraço
Enquanto a maioria de nos so e fora de serie, quando deixa este mundo, o Joao acaba de ser presenteado com um premio um milhao de vezes melhor do que elogios funebres.A certeza em vida da sua valorosa contribuicao para a democracia e a continuidade de bom jornalismo para muitos e muitos
anos.
Parabens.
Ze da Labia
è verdade João... sou eu mesmo; saí de Macau em 1991; tirei comunicação Social na UNL, passei por rádios, revistas, jornais, assessoria de imprensa e nos últimos 3,5 anos tenho estado na RTP, informação/economia. Macau continua a ser a GRANDE paixão... no facebook como álbum fotos a preto e branco e na net com o http://liceumacau.googlepages.com a propósito do livro que escrevi sobre a história do Liceu de Macau 1893-1999, editado há 2 anos. Um abraço! Qualquer coisa, disponha. JB
Ao João Botas
Parabéns pela extraordinária carreira. Eu já sabia que terias de ser jornalista e dos bons. Desde que assumiste a liderança na Associação dos Alunos do Liceu de Macau e onde dirigias o jornal, etc. Prezo muito em saber que tem sido uma carreira brilhante.
Grande abraço
Obrigado pela distinção, João.
Um grande abraço.
Pedro Correia
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