Quarta-feira, Março 18, 2009

Desafio (12)


Porque chamo CORRUPTOS aos Governos?







Jorge Cabral





É simples! Porque se deixam objectivamente comprar pelas petrolíferas e por todo o “poder” que gira em torno do petróleo. Com efeito, quase tudo o que de mal tem acontecido ao Mundo, nos últimos 50 anos, tem origem directa na esfera do vil ouro negro. E isto passa-se com a complacência nuns casos e noutros até com colaboração activa e descarada dos Governos. O “case study Bush” foi disso paradigma escancarado.
Mas detenhamo-nos, sobretudo, no que diz respeito à tormenta em que as nossas vidas se transformaram, por via de tal viciação. É sabido que sobre as nossas cabeças pende o sobe e desce do preço do petróleo, infelizmente nota-se muito mais o sobe do que o desce. Todos sabemos que se o petróleo voltasse a atingir os preços de Julho passado, por força do “freio nos dentes” que as gasolineiras já tomaram, por força do fenómeno descrito no texto do 'Desafio 11', os refinados mais baratos atingiriam agora e facilmente os dois euros.
Mas, a nossa pouca sorte não é tão má. Mas isso só se deve à situação catastrófica em que todos estes criminosos e irresponsáveis colocaram a vida sócio-económica da humanidade. Por força da ausência de soluções de tais incapazes, o mundo tem o futuro pendente.
Neste quadro, os produtores de crude, já apagaram os irritantes sorrisos de orelha a orelha que abundavam nas reuniões da OPEP de Julho passado. Agora, já assumem expressões muito menos insultuosas, muito mais sisudas, em sintonia com as péssimas expectativas que têm. Os resultados das suas últimas reuniões têm sido paradigmáticas do mau ambiente que ali se vive. Combinam reduções que na realidade não cumprem e aquele areópago só não se desagrega, porque na verdade nunca constituiu um grupo coeso, para além da esfera da tentativa mafiosa de controlar os preços.
Querem a todo o custo manter os preços em redor dos 50 dólares, mas a meu ver trata-se de um esforço em vão. Os preços do crude irão descer ao nível dos 30 dólares a curto prazo e com a instabilidade que caracteriza o momento económico, subirão e descerão algumas vezes até aos 40 dólares, mas estou certo, que irão acabar por estabilizar entre os 30 e os 35 dólares o barril.
E isto porquê? Porque o consumo tenderá a crescer muito menos que o esperado, não só por força da situação que se vive e da sua longevidade, mas também porque a viragem na procura de novas fontes de energia jamais será invertida.
Por outro lado, ou seja, do lado da oferta, também não se pode ignorar que existem grandes fornecedores que, ou não pertencem à OPEP ou não estão em condições de acatar o pedido de redução de produção, como são os exemplos da Venezuela, Angola e Irão, países para quem os recursos financeiros resultantes do petróleo, são fundamentais à manutenção da sua estabilidade social.
Isto é, não fora a ganância das gasolineiras e dos Governos corruptos e as nossas vidas poderiam ser bem melhores. Digam pois, meus amigos, o que é que se deve fazer para conseguirmos impor a nossa razão a esta vilanagem?

2 pauladas:

nuno disse...

Na prisão chega o director aos berros a desancar nos funcionários e nos presos gritando que aquilo está uma nojeira e que quer tudo em ordem porque estava ali a chegar o José Sócrates. Diz um preso para outro: " até que enfim que prenderam o homem" !

Jorge Cabral disse...

Boa Nuno,
Já agora quero esclarecer, complementando o que escrevi que, quando me refiro a países produtores que não pertencem à OPEP estou a referir-me, sobretudo à Rússia, país estratégico em todo este mercado e que se encontra a braços com uma grave situação económica para cuja resolução muito ponderará o reforço da produção e exportação petrolífera.
Por outro lado, a julgar pelo que já tenho em mãos, estou em crer que os tentáculos dos dos "ágeis" grupos económicos recentemente criados naquele país, comecem a espalhar ofertas pelos sete cantos do Mundo, o que poderá constituir o prenúncio da derrocada da inadmissível cartelização que até agora pontificou.