Não aceito que se noticie a morte de um pacato cidadão que se tinha deslocado a uma estação dos Correios como um mero acto ocasional. É infame que uma qualquer pessoa que frequente um serviço público já não saia de lá com vida, simplesmente porque a insegurança grassa em todo o país.
Se a polícia não captar os homicidas nas próximas horas é grave. Gravíssimo, para uma sociedade que está quase a habituar-se a ver casos deste tipo a qualquer hora do dia.
Delegações bancárias, gasolineiras, supermercados, ourivesarias, estações de correio e caixas de multibanco têm sido alvos fáceis para os criminosos. O ministro da Administração Interna continua a afirmar que está tudo controlado e que o Governo "está atento". Atento a quê? Será importante que fique atento ao que aconteceu ontem, no sentido de que o cidadão foi morto à queima-roupa porque os assaltantes teriam pensado que se tratava de um agente da polícia. Quer dizer, a partir de agora, todo o agente fardado passa a ser um alvo a bater sem apelo nem agravo?
Quando é que o senhor ministro Rui Pereira decide chegar ao conselho de ministros e provar aos seus pares que o aumento da criminalidade deve-se essencialmente ao novo e absurdo Código Penal? Ainda vai a tempo de forçar a mudança do texto. Não se pode é atrasar muito, antes que o confundam ao entrar numa loja para comprar uma camisa de cor azul com um qualquer agente das suas polícias...
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2 pauladas:
A que estado miserável estes incompetentes, para não lhes chamar outra coisa, levaram o país!
João:
O assunto que focas é muito sério e só vem provar ao ponto a que isto chegou em que um dia destes nem sair de casa podemos. O que se exige ao poder politico são medidas concretas e preventivas para resolver o problema e não medidas avulsas e passageiras que não nos levam a lado nenhum. A vida humana é inviolável e como cidadãos com direitos e deveres devemos ter presente que a minha liberdade termina onde se inicia a do meu próximo, duvido é que actualmente começando pelo próprio governo se respeite este direito.
Dizia um ex-primeiro ministro que "os Portugueses não eram números" (António Guterres 1994), pena que o actual PM nos veja como tal. Quando todos os actores ligados á Justiça afirmam que o problema está no CPP, a única coisa coerente a fazer é rever o dito, seria assim em qualquer país excepto em Portugal, onde os interesses de alguns estão primeiro do que o valor da sociedade colectiva que somos.
Quanto ao ministro Rui Pereira depois de tudo o que já aconteceu se fosse consequente já se tinha demitido, mas aí o engº também tem responsabilidades e portanto em vez de propaganda e mentiras já deveria ter sido demitido, para grandes males, grandes remédios.
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