Em todas as profissões existem pessoas sérias e outras que apenas se preocupam com a vigarice, a mentira, a corrupção, o enriquecimento fácil, o cambalacho, a burla, a fraude ou a canção do bandido, conforme a actividade profissional em questão. Ainda sou do tempo em que o meu avô mandava o motorista levá-lo ao escritório do "doutor Rapazote" e dizia: "Os advogados e os médicos são as pessoas que mais devemos respeitar". Rapazote era uma personalidade de grande prestígio na Advocacia portuguesa e era respeitado em Évora por toda a população. Naquele tempo, os advogados eram respeitados e faziam-se respeitar pela sua prática séria da função e pelos métodos de honorabilidade e seriedade que empregavam nos processos que lhe chegavam às mãos.
Esta introdução, para vos dizer que li esta manhã no 'Expresso' uma local sobre a actividade de certos advogados e a possibilidade de ter existido uma grande falta de seriedade no caso Freeport através de escritórios que exigiram quantias avultadas aos proprietários do outlet. Refere o jornal que de início foram pedidos 10 milhões de euros e que depois baixaram para seis milhões, a fim de ser facilitado o licenciamento do Freeport. O mais caricato é que também se acrescenta que sabe-se quem entregou as "luvas" mas, desconhece-se quem as recebeu...
Os advogados já recusaram que tivessem entrado no cambalacho. No entanto, existem particularidades convincentes de que algo de grave existiu.
Este episódio faz-me lembrar certos advogados que conheci em Macau que apareciam como defensores dos mafiosos chineses, recebiam milhões pela defesa dos processos, e no final do julgamento os seus clientes apanhavam dezenas de anos de prisão, concluindo-se que eram os advogados que deviam entrar na prisão e não os seus clientes... (alguns desses advogados estão multimilionários)
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3 pauladas:
A propósito (ainda) da Controlinveste, o tal administrador afonsino também andou por Macau. Não foi?
Lá é que aprendeu a arte...
Não seria de repetir o post de 1 de Março de 2008?
http://pauparatodaaobra.blogspot.com/2008/03/cames-no-cego.html
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