Domingo, Fevereiro 01, 2009

Freeport em oito lições

Basta ouvir a procuradora Cândida Almeida para se perceber: 1) o caso Freeport não tem arguidos nem suspeitos, mas suspeitas; 2) as suspeitas não são fortes; 3) sobre o primeiro-ministro só há "suspeitas inglesas"; 4) a justiça inglesa é mais falível que a nossa e a carta inglesa que envolve o nome do primeiro-ministro no processo é um mero pretexto burocrático; 5) a investigação nacional começou em 2005 e, embora esperasse sentada quatro anos pela resposta a uma requisição, é aberta e dinâmica; 6) a violação do segredo de justiça é um crime excepto se cometido por quem de direito em múltiplas entrevistas; 7) as sociedades offshore ficam no estrangeiro e, por isso, não têm nada a ver com cidadãos portugueses; 8) também no estrangeiro anda um cidadão português alvo de suspeita fraquinha, cuja localização exacta não pode ser revelada "senão ele foge". Aqui está, tudo explicadinho. Depois disto, qualquer dúvida é pura má vontade, nossa, não da dra. Cândida.

Alberto Gonçalves, in DN, hoje

1 pauladas:

Jose Martins disse...

Aguenta, aguenta pela estocada! Ainda vão pedir uns milhões de indemnização!