Luísa Schmidt assina hoje no 'Expresso' um artigo ao qual deu-lhe o título, quase misterioso, "A árvore das patacas somos nós". Nos dias de hoje, em que de modo transversal se atingem vários sectores da sociedade com acusações de corrupção, suborno, fraudes, lavagens de dinheiro, compras de casa a pronto em off shores e ilícitos vários, eu quero dizer à Luísa Schmidt que vá chamar nomes a outro com essa de que a "árvore das patacas somos nós". Nós, ponto e vírgula, minha senhora. Eu sei bem o que foi a "árvore das patacas" para alguns que tiveram o privilégio de governar ou de ser arquitecto, engenheiro e advogado em Macau e que hoje usufruem de posições importantes na governação e na sociedade portuguesas.
Refiro-me a uma "árvore das patacas" que ridiculariza qualquer acusação de "luvas" no valor de 4 milhões de euros ou mesmo de 4 milhões de contos. Em Macau cheguei a ver um advogado e um governante lucrarem num só negócio mais de 10 milhões de euros. A partir dos bons tempos de administração portuguesa de Macau podemos ver em vários locais do mundo a sumptuosa riqueza de alguns portugueses, fortunas essas, avaliadas, cada uma per si, em mais de 40 milhões de euros. Parecem números astronómicos e inacreditáveis, mas não são. A lista é infindável e gigantesca. Atendam apenas a um pequeno pormenor, para que possam comparar com a "ninharia" do Freeport: só para aprovar um projecto de um edifício com pisos a mais do que era indicado, pagava-se por cada piso extra mais de um milhão de patacas*...
* Na altura 1 pataca equivalia a 20 escudos
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)






3 pauladas:
alguns eram da minha loja do gol em lisboa
um só a mim deixou segurar a pasta
Somos sim a árvore das patacas! Teremos que pagar com a língua de três palmos todas as falcatruas que esses boys levaram/levam a cabo.
Estamos fartos de vilanagem, até à raiz dos cabelos desses "cabrões" (não têm outro nome) que andam a lapidar os fundos do Povo português.
Mas depois o que está acontecer é que todos os outros que se encontram na chefia de departamentos do Estado, Embaixadas no estrangeiro cada qual rouba o mais pode açambarcar.
A Justiça em Portugal é lenta e caminha no correr de um caracol.
Eles sabem disso... E melhor ainda, para eles, que os processos levam anos a ficar concluídos e normalmente os culpados (ladrões) ficam ilibados de qualquer culpa.
Não sei para onde segue este pobre país, que a passos largos se aproxima da pobreza total.
Mas cuidado... o Povo com fome ninguém o segura e pode chegar ao ponto de se insubordinar e perdeu o respeito pela Justiça e perseguir cegamente aqueles que tanto mal lhes haja feito.
Que país, que país que voltou numa selva que sob os desígnios da democracia e da liberdade voltou em grupos de mais ou menos de salteadores.
O Presidente da República em que todos os portugueses depositavam confiança está impávido e sereno perante a vergonha que está acontecer envolvendo o Primeiro Ministro, pela Justiça estrangeira.
O que pensarão os ingleses e os outros membros que compõem o clube dos 27 em relação a Portugal?
Certamente classificam-no como um país do terceiro mundo ou uma república das bananas.
E mais ainda o Primeiro Ministro anda por aí a bajular que é uma vitima de forças ocultas.
Mas outra desgraça estará para vir para Portugal é que não há ninguém à altura para governar Portugal.
Outro virá tomar as rédeas de uma casa praticamente falida!
Seguirá o caminho dos outros!
José Martins
"O que pensarão os ingleses e os outros membros que compõem o clube dos 27 em relação a Portugal?"
??? e o que pensaremos nós do Governador do Illinois que colocou à venda o lugar de Senador deixado vago pelo Obama?
Percorrendo certos blogs fica-se com a sensação de que num Mundo virtuoso existe um naco de podridão, Portugal, perdão, dois nacos de podridão, Portugal e Angola mas esta só é podridão por ser antiga colónia portuguesa...
Enviar um comentário