Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

Pouco cândida

Cândida Almeida não é uma magistrada qualquer do Ministério Público. E mesmo que fosse escreveria a mesma coisa. Ela é chefe, é coordenadora de processos relevantes e mediáticos, é da confiança extrema do procurador-geral da República. Ontem, esta senhora deixou-nos perplexos. Mais parecia um qualquer José Lello, Santos Silva ou Vitalino Canas a correr as "capelinhas" justificando o injustificável. Não gostei. Se existe segredo de justiça para umas coisas e para uns, tem de ser igual para outros.
Cândida Almeida nunca veio a terreiro falar de Oliveira e Costa e das suas implicações no caso BPN, de Vale e Azevedo e dos processos que continuam pendentes com os "ingleses", da 'Operação Furacão' que envolve tanta gente 'importante', de João Rendeiro e os problemas com o BPP, de Dias Loureiro, de Fátima Felgueiras, de Pinto da Costa, de Valentim Loureiro, de Isaltino Morais, de Pedro Santana Lopes, de Telmo Correia, de Nobre Guedes, de Paulo Portas, de Carmona Rodrigues, dos implicados no caso Casa Pia e de tantas outras personalidades conhecidas da sociedade portuguesa que têm sido alvo de suspeitas judiciais.
Interrogamo
-nos do propósito de tanta entrevista e de tanta lisura na assunção de enquadramentos judiciais que até ontem eram apresentados como sendo segredos procesuais para se manter o silêncio sobre os mesmos da parte do MP.
Não, alguma coisa esteve mal na esfera da independência exigida ao poder judicial. Não é com falatório deste calibre que se convence o povinho de que a Justiça é séria e que tudo vai bem no reino de Pitágoras...

3 pauladas:

Jose Martins disse...

Infelizmente é isto... A pata do poder continua a ordenar tudo!
O medo de perder o "tacho" aflige muito boa gente.

Anónimo disse...

a má-gistrada tornou candida-mente o caso ainda mais suspeito.
proximidade do largo dos ratos

Jorge Cabral disse...

Isto é de facto um sítio mal frequentado!
Esta gentinha nem se apercebe sequer do papel que faz e da imagem que deixa.
E depois não querem que o povo seja triste e acabrunhado... pudera, com exemplos destes, o que é que se pode esperar do futuro? do país? da Justiça? enfim, da nossa vida?
Todos sabem a resposta, não é?