Terça-feira, Janeiro 06, 2009

Peço desculpa


Seria normal que estivesse neste momento a postar uma "análise" à entrevista do senhor José Sócrates, ontem à noite difundida. Mas, como a entrevista foi encomendada e eu detesto entrevistas realizadas por jornalistas telecomandados decidi antecipadamente nem ver tal dislate. O desinteresse em ouvir o senhor tem a ver igualmente com o facto de já não conseguir escutar o relembório propagandístico do estilo em que as coisas passam do paraíso para a recessão, do maravilhoso para o abismo e da irresponsabilidade para a realidade num ápice sob a batuta de uma varinha mágica.
Peço desculpa, mas nem quero saber do que o senhor falou na SIC. Mas adivinha-se: deve ter debitado que não tem guerra nenhuma com o Presidente Cavaco, que o Estatuto dos Açores não foi nenhuma afronta ao inquilino de Belém, que tem imenso dinheiro em carteira para acudir a toda a gente, que tudo fará para manter Manuel Alegre no partido, que deseja eleições legislativas antecipadas, que o Governo irá rever o crescimento, que irá reduzir o desemprego, que vai ganhar futuras elições com maioria absoluta, que o TGV e o aeroporto é para avançar, que as energias renováveis dos seus amigos salvarão a economia, enfim, se não foi isto que o senhor propagandeou, então, é porque não esteve lá o senhor Sócrates mas sim o senhor engenheiro Pinto Sousa...

Comentário oportuno de Jorge Cabral:

Bom Dia,
Julgo que, ver ou não ver a entrevista, nada adianta. Ninguém deve já ter dúvidas sobre o que podemos esperar deste senhor.
Mas há algo que lamento muito mais:
É que, pela forma como a Democracia foi tomada pelos Partidos, não há qualquer solução. Nem esta, nem outra. Os Partidos estão aprisionados de intenções inconfessáveis de má gente que ao longo de 30 anos os foi contaminando até à situação em que hoje se encontram, pútridos e nauseabundos, falsos e corruptos, desnorteados e sem estratégias nacionais, frívolos e sem conteúdos sérios.
É que, foram os desavergonhados, os inqualificados, os oportumistas, os arranjistas, os gananciosos, os aldrabões e os cretinos que os ocuparam, não deixando lugar para quase mais ninguém.
Sabemos que há excepções e conseguimos dar-lhes nomes, mas são excepções e nada podem fazer perante as trucidarias máquinas que tenebrosas mentes ardilosamente instalaram nos seus interiores.
Como tal, resta-nos apelar a uma solução radical.

1 pauladas:

J.Cabral disse...

Bom Dia,
Julgo que, ver ou não ver a entrevista, nada adianta. Ninguém deve já ter dúvidas sobre o que podemos esperar deste senhor.
Mas há algo que lamento muito mais:
É que, pela forma como a Democracia foi tomada pelos Partidos, não há qualquer solução. Nem esta, nem outra. Os Partidos estão aprisionados de intenções inconfessáveis de má gente que ao longo de 30 anos os foi contaminando até à situação em que hoje se encontram, pútridos e nauseabundos, falsos e corruptos, desnorteados e sem estratégias nacionais, frívolos e sem conteúdos sérios.
É que, foram os desavergonhados, os inqualificados, os oportumistas, os arranjistas, os gananciosos, os aldrabões e os cretinos que os ocuparam, não deixando lugar para quase mais ninguém.
Sabemos que há excepções e conseguimos dar-lhes nomes, mas são excepções e nada podem fazer perante as trucidarias máquinas que tenebrosas mentes ardilosamente instalaram nos seus interiores.
Como tal, resta-nos apelar a uma solução radical.