A teoria que avancei ontem sobre o Freeport ter sido um must bem engendrado pela máquina de comunicação que está por trás de José Sócrates, a fim de poder culminar com a impossibilidade de governar e consequente realização de eleições antecipadas, foi precisamente estampada esta manhã para todo o País e Regiões Antónomas poderem ouvir.
Através da Antena 1 ouvimos claramente o comentador da corte socretina, Raul Vaz, a deambular pela falta de condições que o primeiro-ministro pode ter para governar e, nesse sentido, rematou o comentador: "ter-se-á que ir para eleições antecipadas".
Ora aí está...
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4 comentários:
«desculpem a interrupção»
a governação
fica para depois da eleição.
portugal que se lixe
Antes de comentar, e aí pela milésima vez, declaração de interesses: militante desalinhado do Partido Socialista.
E agora, comentando a interrogação aqui da amiga, começo por dizer que, neste domínio, e porque um dos eventuais suspeitos é o cidadão José Sócrates que, neste momento, para o bem e para o mal, ocupa o lugar de Primeiro-Ministro da República Portuguesa, a minha postura é idêntica à que Paulo Rangel, líder parlamentar do PSD, ontem tomou afirmando que que as questões políticas devem ficar na política, separadas das investigações e de "rumores".
"Na minha análise – e estou convencido que é também a do PSD – não existe nenhuma diminuição do Primeiro-Ministro. Pelo contrário, sob o nosso ponto de vista, ele merece a nossa confiança institucional", disse.
E tenho esta postura por uma questão de formação (ética e académica); académica porque desde a Monarquia Liberal que em Portugal vigora o princípio da inocência e foi assim que me ensinaram nos bancos da Faculdade e ética porque não gosto de acusar ou de levantar suspeições e, mais grave que isso, vejam a vergonha que é para nós termos um Primeiro-Ministro sob suspeição.
Quanto aos elementos que já vieram a público, penso que se pode admitir uma das seguintes teorias:
1 – Uma pessoa, quando nasce, não consegue escolher a família, embora depois ao longo da vida possa escolher os amigos; neste caso, José Sócrates teve um enorme azar com a família e andaram uns primos e um tio a usar e abusar do seu nome e ele, por seu turno, não foi capaz de dizer que não e embarcou nas reuniões e deu gás ao processo;
2 – Uma pessoa, quando nasce, traz uma marca genética e, depois ao longo da vida, vai sendo moldada pelas escolhas que faz, as companhias que frequenta e pelo ambiente (digamos assim); neste caso, José Sócrates fez as escolhas erradas, meteu os pés pelas mãos numa ou noutra ocasião e deixou-se tentar;
3 – Uma pessoa, quando nasce, tem como única ambição comer e dormir, e à medida que vai crescendo, e consoante a sua ambição e as oportunidades que sabe criar ou lhe dão, atinge um lugar de relevo seja no que for; e, por força do poder que detém ou da influência que alcança, não está livre de se ver enredada em ondas cíclicas de suspeição e boatos que apenas visam destruí-la na praça pública;
4 – Uma pessoa, quando nasce, não faz a menor das ideias dos trastes que vai encontrar ao longo da vida, nem dos amigos que vai fazer; no leque dos trastes pode dar-se o caso de apanhar com um que, vendo uma oportunidade de negócio, não hesita em afirmar a terceiros "isto já sabeis como é, em Portugal as coisas são assim. Para se avançar, é preciso untar as mãos ao Presidente da Câmara, aos técnicos que vão assinar os pareceres, ao assessor, ao velho que nos abre as portas do gabinete do sobrinho que, por acaso, é ministro do Ambiente".
Qualquer uma delas, a provar-se, será suficientemente escabrosa e reveladora dum certo estado de coisas!
Também em tempos defendi que Sócrates poderia querer eleições antecipadas; na altura, houve quem me chamasse tolo.
Não posso estar mais de acordo com Ferreira Pinto...e aproveito para referir que este comentário é de alguém que não possui militância em quaqueer partido...É fácil opinar sobre a política e os políticos, basta saber falar, ler ou escrever! Todavia a política é a arte da governação da cidade e dos seus habitantes e é muito mais complexa do que se possa imaginar...O que muitas da vezes se assiste é a pura má língua de gente frustada por não estar na política ou na governação,por não estar feliz consigo ou com os seus...por enfim estar zangado com a vida , ou pelo facto do mundo o não compreender ou não corresponder aos seus desejos, necessidades ou expectativas...E os políticos, principalmente os que estão no poder ou próximo dele estão mesmo a jeito para, em muitos casos,arcar com as suas frustações, a sua mediocridade ou mesquinhez...A política não é para todos ou para quem quer...É principalmente para quem sabe ou se prepara...Às vezes é muito nobre, a Política, outras vezes é o meio de permitir aos poderosos a exploração dos mais fracos ou ignorantes...Compete a cada cidadão estar atento e saber distinguir em todas as circunstâncias esta realidades e não confundir nem contribuir para a confusão...
M.M.
M.M.
E a política também é uma grande porca... como dizia Bordalo Pinheiro.
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