quarta-feira, abril 30, 2008

RTP: intencional ou incompetência

Amanhã celebra-se em todo o mundo o Dia do Trabalhador. A festa do 1º de Maio é feriado nacional no nosso país e os trabalhadores aproveitam para comemorar a data das mais diversas formas, com especial ênfase para as concentrações promovidas pelas centrais sindicais CGTP e UGT.
Neste mesmo dia, com tantas abordagens sobre a problemática ligada ao trabalho e ao desemprego que seria importante equacionar, a RTP entendeu que a 'Grande Entrevista' a cargo de Judite de Sousa deveria convidar Pedro Santana Lopes...

Cuidado com a margarina

À semelhança do óleo de girassol agora também foi detectada margarina contaminhada com hidratos de carboneto. A ASAE já apreendeu duas toneladas de margarina importada. Tome precauções com a margarina que escolhe para consumo.

Grande fim de tarde

Caros ouvintes deixo-vos com uma composição acabada de gravar nos nossos estúdios da autoria de um grupo de jovens que costuma tocar aqui na garagem do meu prédio. Um som sensacional que irá revolucionar o panorama musical cá do bairro.
Convosco em estreia absoluta os rapazes "The Eagles"!!!



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jazz.pt

Chá das cinco (98)


photo dragonfly

Quotas...

Paulo Portas disse no Parlamento que José Sócrates era um "quota". Só não esclareceu a que "quota" pertence...

'Nova Águia' é nova revista

O despertar da consciência dos portugueses para um debate sobre a identidade nacional é o objectivo central do primeiro número da revista Nova Águia, à venda a partir de 19 de Maio, anunciou hoje a direcção da nova publicação.
"Queremos contribuir para despertar as consciências sobre a identidade nacional", afirmou Paulo Borges, um dos directores da revista, que pretende retomar o espírito da Águia, uma das mais importantes publicações portuguesas do início do século XX.
Segundo Paulo Borges, que falava na apresentação do primeiro número da Nova Águia, existe uma relação entre a situação em que o país se encontrava no início do século XX e aquela em que se encontra actualmente, no princípio do século XXI.
"Na altura, como agora, existia alguma indefinição quanto ao rumo da Nação, um certo sentimento de desalento. A Nova Águia pretende apontar algumas respostas nesse sentido, contribuindo para repensar a ideia de Pátria", afirmou.
A Ideia de Pátria é, aliás, o tema central do primeiro número, que conta com dezenas de textos e poemas sobre o assunto.
Ao longo das mais de 150 páginas da revista podem ser lidos também outros textos e poemas de autores variados, além de um inédito de Agustina Bessa-Luís, intitulado 'O fantasma que anda no meu jardim'.
"Pretendemos assumidamente relançar a revista Águia, naturalmente adaptando-a ao nosso tempo. Nesse sentido, procuramos agrupar os grandes vultos da cultura portuguesa para que se debrucem sobre temas actuais", salientou Renato Epifânio, também director da revista.
Nesse sentido, revelou que o segundo número, que será publicado antes do final do ano, será dedicado ao futuro da lusofonia.
A Nova Águia, com periodicidade semestral, será lançada a 19 de Maio, no Porto, seguindo-se depois sessões de lançamento em vários pontos do país.
"A Águia surgiu em 1910 no Porto, pelo que nos pareceu ser um justo tributo lançar a Nova Águia também no Porto, frisou Celeste Natário, que completa o trio de directores da nova publicação.
A Nova Águia terá uma tiragem inicial de cerca de 3.000 exemplares e será vendida a 12 euros o exemplar, podendo ser adquirida especialmente em livrarias.
A capa do primeiro número é da autoria do escultor José Rodrigues, um dos mais de 500 nomes da cultura lusófona que já aderiram a este projecto, tornando-se assinantes da revista.

Cacha de Louçã...

Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, deixou esta tarde a Assembleia da República de boca aberta quando anunciou uma grande cacha jornalística. A dado momento da discussão com José Sócrates no Parlamento, Francisco Louçã disse o seguinte:
"Oiça, senhor primeiro-ministro, que talvez não saiba. Há dois dias os seus ministros das Finanças e o das Obras Públicas concessionaram por 27 anos a extensão do cais de contentores de Alcântara à Mota-Engil"

Gosto muito de animais (45)

Blogando com prazer (112)

os olhos de Anna Karina...


Um dia vou acordar no Mundo da nouvelle vague francesa, inscrever-me na época da profunda mutação social e cultural, que era, em uníssono, em prol da novidade, mas também do novo romance, da nova música, da nova pintura - a democratização da cultura.
E se band a part enuncia o desenvolvimento da obra ficcional de Godard, colocando a traição como pano de fundo (tema recorrente nos filmes da década de 60), em a bout de soufle Patrícia executa majestosamente a morte de Michel e faz aquele movimento do polegar sobre os lábios. É que Jean-Luc (se preferirem) costuma dizer que «trair é amar» ou, em reciprocidade, «morrer é transmitir».
Mas ao contrário do que possa parecer, esta arte não é imoral, pelo contrário, o herói morre e a expressão “nojo” estampa-se-lhe no rosto. E a partir de uma única palavra, surge um programa estético que afirma a irredutabilidade de uma arte que apenas procura o politicamente correcto.
…e como se dizia na Cahiers do Cinema «Os Anos Karina foram, decididamente, os mais juvenis e ficcionais de Godard».

Nota: Naturalmente “a terra treme” com a bela escandinava de olhos azuis – acinzentados e andar cambaleante que Godard contratou. Ela é o mesmo que Ingrid Bergman representou para Rosselini: chama crua que consome a carne, o estereotipo de mulher amada na fogueira do cinema.
posted by Tiago Barra, in DOGVILLE (Recomendo)

Bocas na rua (39)

- Ó Arnaldo, com que então o Ronaldo brasileiro queria prostitutas para uma noite e sairam-lhe três travestis...

- E teria gozado muito?...

Actualização

Incidente com travestis pode custar ao brasileiro Ronaldo o patrocínio vitalício que tem com a marca norte-americana Nike, avaliado em qualquer coisa como 100 milhões de euros. Entretanto, a sua namorada já o deixou.

Blogando com prazer (111)

POEMA DISSOLVENTE


Todos os blogues analisam a Política, puta que os pariu!,
tão bons a analisar Política: tão bons, mas tão bons,
que me despertam excesso, vómito, estar longe, umas tonturas de problemas tiroidais.
Não dizem um palavrão. Não saem das marcas. Não cometem pecados nem excessos.
Em vez de caralho digitam todos c*****. Em vez de foda-se, digitam f****.
Que país tão delicado, Meu Deus! Só Tu me entendes.
Eu perco logo metade das audiências quando
ouso grafar caralho, mas um caralho sincero, vindo das minhas tripas
ou quando ousei exclamar foda-se e foder,
mas com toda a raiva e ressentimento e ódio genuínos,
vindos directamente do meu bolso vazio e da minha indignação
com os Corruptos e Mentirosos que se atrevem a sorrir para as câmeras.
Meu Deus, só Tu me entendes. Os seres humanos são pudicos e moralistas
e por isso mesmo perdem o melhor da vida.
Parte do melhor da vida deveria ser, para eles, lerem-me a fundo e amarem-me tal como sou.
lkj
Não sirvo para me manter popular. Não domino essa arte magistral.
Nunca serei popular e se alguma vez for popular será precisamente a popularidade de ser impopular, que é a popularidade que me interessa.
Tenho demasiado sofrimento e insatisfação para ser popular como o Nuno Markl
e as suas gargalhadas secas e despropositais.
As máscaras, sim, essas máscaras equilibradas e contidas gerais,
que nunca fazem inimigos como eu (sou muito bom a fazer amigos e a fazer inimigos!)
de blogues equilibrados e contidos, esses, sim, serão!,
são já populares.
lkj
De resto, no que toca à análise Política,
fica-se abismado como todas as mentes que blogam
evidenciam um tão apurado sentido de análise
e de humor no tratamento do momento crítico do PSD e da Política em geral, a Puta!,
ou na observação da sofreguidão-PS
em escapar à ira futura do voto lúcido no BE e no PCP,
(oxalá cresçam e se afirmem! Só falta ao PCP abjurar dos Camaradas Pulhas das Farc
e seriam logo mais cem mil votos! Eu gosto de partidos de Direita como o BE e o PCP!)
coisa, votar!, que farei com triplo prazer,
mal me dêem a respectiva oportunidade constitucional
de assim me vingar ardorosamente
desta Merda que me fizeram pessoalissimamente a mim e só a mim.
Toda a gente, aliás, é excepcionalmente interessante a escrevinhar sobre Política.
São blogues aos pontapés, que nojo!, só sobre esse conteúdo aflitivo e inerte e inútil,
de importância vital para a Sociedade como a compostagem dos lixos.
lkj
Pois até eu, cobardemente, ociosamente,
tenho desperdiçado o meu infinito,
e cada vez mais reconhecido!, talento
nesse desporto iníquo que é comentar a Política, do que me arrependo:
tenho sido um esbanjador de verbo e de postas originais sobre Política, caro leitor,
pelo que te peço perdão. Perdoas-me?
Tanto texto acumulado acerca dos Perdidos da Vida,
da Magreza da TóxicoManuelaDependente que me diz que vai ser internada
naquelas petas para meter assunto e atrair melhores moedas para a dose!
Tantas notas tiradas sobre o Arrumador e as suas tácticas de sucesso
a extorquir dinheiro a quem estaciona,
e os clientes do Pub que se comportam como Cabrões Gratuitos para comigo, raros que sejam!,
para agora deitar tudo a perder com a Puta da Política?!
çlkj
A Política, a Cabra, a Grande Filha da Puta, a Grande Prostituta de Abril,
da Mentira Praticada e Confessada de Abril, não me merece uma só gota de génio.
lkj
Mas para quê, caro, caríssimo leitor, delicioso leitor das minhas Palavras Sáurias?
Para que me vens tu ler com fidelidade as minhas acrobacias linguísticas sobre Política?
Não tens tu Marcelo? Não tens tu o Pacheco, tão Papal em tudo
absolutamente ao Lado da Realidade escolhida, votada e plebiscitada,
pirraça da democracia à intelectualidade Papal do Pacheco?
Não escreve o João Gonçaves, como um Ácido Famoso, sobre a Política e os Políticos
naquela raiva compreensível não por quaisquer comissões,
mas porventura pelo lugar de conselheiro
ou pela posição de relevo co-decisória que justamente sente merecer?
Não sabes que isso, sim, é que é análise e acerto?
lkj
Eu sei. É uma ânsia de rir. Eu sei. Por isso me visitas.
É para isso que se escreve sobre Política
e se dizem coisas infinitamente inteligentes sobre Política
que 1598 visitadores hão-de vir papar adorativamente num só blogue?
É o prazer e o sonho das audiências.
E deixa-me dizer-te que com essa brincadeira da Política as tive, às audiências.
Ultrapassei com essa brincadeira de comentar Política
a fasquia simbólica dos 250 visitantes/dia durante muitos dias.
Andei entusiasmado: eia, uau, viva! Nem dormia de noite.
Nem tinha vontade de me alimentar.
A excitação era tanta que mal cagava
ao tocar da campainha biológica de ter de cagar.
Mas depois de toda esta festa de ser visitado e aparentemente popular
tive de descansar.
Não se pode ser imensamente produtivo e genial e popular
sem que se estourem alguns neurónios de fadiga e sem que se perceba,
como muito bem notou uma das minhas irmãs,
que esta merda não me paga,
não me permite sobreviver para que tanto se lhe dedique a minha pessoa utópica.
lkj
E eu até fui um precursor no uso do Twingly, usei-o com ampla vantagem primeiro,
antes que muitos ou que todos que se portaram como aqueles animais
que esperam que um primeiro
dê a dentada/bicada inaugural na carniça duvidosamente morta
antes de se sentirem seguros e avançarem em bando/matilha.
Fui dos primeiros até que se vulgarizasse inteiramente como agora.
Tal como eu então, todos querem ser os pulgões na haste verde da popularidade
e do sucesso visitacional nos seus blogues. Por isso fazem piruetas,
e fazem palhaçadas verbais com cores garridas e vistosas
e grandes títulos imperdíveis
e grandes e racionais discursos muito compenetrados e competentes = a zero.
O Twingly é hoje usado e abusado por todos os bloggers sequiosos,
como eu então, de aumentar as audiências.
lkj
Mas é um logro.
Nada como a parcimónia em tudo,
menos em sexo e em atenção paternal aos nossos filhos.
A febre passou-me. Passou-me essa deriva ilusória por coisa nenhuma.
Foi o milagre de 120 minutos = 10 Km de esteira,
numa caminhada em bom rítmo,
imensa transpiração e um bom duche depois
para concluir que não vale nada a pena fadigas por popularidade.
Não vale a pena enchamerdear o meu blogue com publicidade se não sou o Obvious.
Não paga? Não vale a pena.
Não vale a pena desperdiçar talento excelente em links mil-twingly sobre Política
ou sobre os Prada que o PM usa como cuecas e as pequeninas coisas originais
que se podem escrever sobre tudo com ampla popularidade:
a beleza de Ana Drago e de como é sexy na sua pronúncia sexy sobre Desemprego e Ambiente.
Ou a pose hirta, cavaquiana, militar de Ferreira Leite
empurrada para ser líder, mas sem vontadinha nenhuma
porque toda a vontadinha é Rio/Pacheco.
Isto não é uma posta sobre o PSD. Isto não tem nada a ver com o PSD.
Isto é o meu basta de falar de Política e dos Políticos!
Todos infelizmente temos muunta fraca memória! Muunta!
E chega! Chega! Chega!

Incesto na Áustria


Cartoon de Stephane Peray*, in Hoje Macau

*Este cartonnista, um dos melhores do mundo, iniciou a sua actividade em Macau pela minha mão

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já se REGISTOu?

eu REGISTO-me!

Abandonaram Santana Lopes...

Por que será que ilustres "amigos" e membros do Governo de Pedro Santana Lopes passaram agora a apoiantes de Manuela Ferreira Leite?
Com Santana Lopes em primeiro-ministro vejam bem quem se mudou:

Álvaro Barreto
(ministro de Estado, das Actividades Económicas e do Trabalho)

Nuno Morais Sarmento (ministro de Estado e da Presidência)

José Pedro Aguiar Branco (ministro da Justiça)

José Luís Arnaut (ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional)

Fernando Negrão (ministro da Segurança Social, da Família e da Criança)

Luís Pais Antunes (secretário de Estado adjunto do ministro das Actividades Económicas e do Trabalho)

Jorge Neto (secretário de Estado da Defesa e dos Antigos Combatentes)

António Montalvão Machado (secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares)

Henrique de Freitas (secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação)

Paulo Rangel (secretário de Estado adjunto do ministro da Justiça)

José Cesário (secretário de Estado da Administração Local)

José Eduardo Martins (secretário de Estado do Desenvolvimento Regional)

Meio-dia (98)


photo leo sombra

- Hoje não me telefonem... já pinto!...

Maravilhoso

Baptista-Bastos, in DN, hoje

Cavaco despreza Santana, que deprecia Pacheco, que desdenha Menezes, que odeia Rio, que apouca Santana, que detesta Pacheco, que menospreza Menezes, que desconsidera Marcelo, que destrata Patinha, que desaprecia Borges, que caustica Santana, que aborrece Mendes, que desvaloriza Pacheco, que atazana Santana, que rebaixa Leite, que desabona Menezes, Mendes, Santana, Patinha, Aguiar, e todos os outros restantes; e todos os outros restantes abominam os anteriores.
Entretanto, Passos execra Marcelo, que subestima Passos e adora Leite, que é adorada por Cavaco, que desacredita Menezes, que ignora Durão, que não pode com Marcelo, que desvaloriza Pacheco, que estremece Cavaco, que repele Aguiar, que rechaça Marco António, que incomoda Ribau, que desaprova Relvas, que enjeita Gomes da Silva, que contraria Sarmento, que evita Patinha, que exprobra Pacheco, que o não toma a sério.
Ângelo Correia gosta de toda a gente. Agora, um pouco mais de Passos, um pouco menos de Menezes, que gosta muito de Santana, que adora Sá Carneiro.
Cavaco gosta muito de Jardim, que provoca idênticos sentimentos a Pacheco, a Sarmento, a Patinha, a Ribau, a Relvas, a Gomes da Silva, a Aguiar, a Durão, a Marcelo, a Menezes, a Passos, a Leite, a Rio, a Mendes, a Marco António e, também, a Guilherme Silva. Jardim gosta muito dele próprio.
Pedro Pinto venera Santana, que muito a si mesmo venera. Seara nega e arrenega Cadilhe ou talvez não. Cadilhe desconfia de Borges e Borges desconfia de quase toda a gente, com excepção de Cavaco, que, averiguadamente, apenas se sabe que despreza Santana, que suspeita de Borges, que olha de viés para Mota Amaral, que reprova o outro Amaral, que abjura o outro Pedro, o Pinto, que evita Marco António, que não pode com Marcelo, que maldiz Mendes, Santana, Aguiar, Durão, que se ama a si mesmo.
Sarmento, por seu turno, não tolera Pinto, Seara, Duarte, os dois Amaral, Cadilhe, Borges, Aguiar, Durão, Relvas e Gomes da Silva. Deste, não se sabe de quem gosta e de quem não gosta. De Menezes e de Santana está provado que os não suporta, e de tal forma que deu cabo dos governos deles.
Durão enleia-se com Cavaco e odeia Pacheco, que reprova Pedro Pinto, que detesta Marcelo, que ironiza sobre toda a gente, exceptuando Sá Carneiro. Mesmo assim, a dúvida persiste em Cavaco, aliás, a única dúvida que lhe apoquenta o espírito.
Seara diz que sim, Sarmento diz que não, Ribau diz talvez, Relvas não sabe ainda muito bem; Borges não vai com Menezes, que olha Duarte de viés.
Quem ama e quem odeia quem? No último Expresso, António Pinto Leite rematava a sua habitual artigalhada com um místico suspiro: "Haja PSD."

Asas antigas (10)

Leitor do dia (14)

O leitor ou a leitora que hoje contemplo nesta rubrica visitou o PPTAO em Amadora cujo registo corresponde à leitura da mensagem 'Cambalacho casino Lisboa não tem fim (3)'. Abraço e volte sempre.

Pinto da Costa não se cala...





Jorge
Nuno Pinto da Costa é presidente do Futebol Clube do Porto desde os tempos em que o Bulhão não vendia peixeiradas de protesto. Hoje o timoneiro dos dragões concedeu uma entrevista à Visão e mais uma vez, foi polémico. Aqui vos deixo algumas passagens de estalo:

"Não admito ser condenado"

"Nos processos não há uma chamada para árbitros. Sinto-me perseguido, obviamente!"

"Na relação com Carolina Salgado mais do que ingénuo, fui estúpido"

"Se eu puder contratar jogadores para não pagar vou já buscar o Cristiano Ronaldo e quem vier atrás que feche a porta"

"De Lisboa gosto da zona das partidas no aeroporto"

"Vi o 25 de Abril com esperança mas não vou agora dizer que era um lutador anti-fascista"

"Não tenho nada de que me envergonhar"

"Os quilómetros de fita das minhas chamadas gravadas talvez dêem para ir à Luz - não ao hospital! - e voltar"

"Disse em tribunal que ganhava mais ou menos dez mil euros por mês"

"Asas têm os passarinhos e os milhafres, como aquele do Estádio da Luz. Dizem que é uma águia, mas é um milhafre"

"Só vejo possibilidade de resistência ao centralismo lisboeta através do poder local"

"Luís Filipe Vieira ainda é sócio do Futebol Clube do Porto. Tem as quotas em dia"

Comentário oportuno de J.C.

Esta é uma daquelas entrevistas em que o nome do entrevistado nem precisava de vir escrito para a gente o reconhecer.
Basta ler todas aquelas afirmações cheias de espinhas. E reter que pela boca costuma morrer o peixe...

O Governo não tem vergonha

Os combustíveis voltaram a aumentar de preço.
Os consumidores desesperam.
Mentem-lhes.
Dizem-lhes que o aumento da gasolina e do gasóleo se deve ao aumento do custo do petróleo.
Falso, muito falso.
O que acontece na realidade é que o valor do dólar americano continua em queda.
O preço do petróleo tem sido o mesmo, custa é mais dólares porque este desvaloriza a toda a hora.
O Governo sabe desta mentira, mas convém-lhe o aumento para poder sacar mais dinheiro do IVA.
As refinarias que nos mostrem os recibos das últimas compras.
Vivemos entre aldrabões e sacadores.

Bocas na rua (38)

- Ó Reboredo, diz-me lá uma coisa...

- Duas, pá!

- A que propósito é que os professores querem criar uma Ordem?

- Para verem se entram na ordem...

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já se REGISTOu?

eu REGISTO-me!

Já faltam poucos...


photo jotaesse

A Avenida da República, em Lisboa, possuia os edifícios mais bonitos dos séculos XIX e XX. Clássicos, góticos e até napoleónicos. Todos têm dado lugar ao urbanismo moderno. Alguns dos novos edifícios têm uma traça tão horrível que já mereciam ter sido alvo do camartelo. Este da foto que aqui publico é um dos poucos que ainda restam...

Bocas na rua (37)

- Ó Abreu, o Pinto da Costa deu uma entrevista e diz que o Luís Filipe Vieira continua sócio do FC Porto e tem as quotas em dia...

- É precisamente pelo Porto ter sócios desses que é campeão...

Comece o dia bem disposto

Nada melhor para começar mais um dia do que rir um pouco. Nada melhor que ver este trabalho do pessoal impagável do "Edição Extra" (Recomendo).



terça-feira, abril 29, 2008

A culpa é tua Jardel


Jardel eras o ídolo da pequenada. "Toma! Goooooolo! Este foi à Jardel!" Foi o grito mais ouvido por todo o Portugal enquanto jogaste no FC Porto e no Sporting. Um dia deixaste a tua mulher e o bébé em casa e foste gastar os muitos milhares que tinhas ganho com os golos. Embriagaste-te com as notas. Atrás das notas estão sempre os amigos da onça que vendem umas tipas para orgias, heroína e cocaína para ficares na Lua, pois a Terra já era pequena para ti. Disseste que sim aos que te quiseram impingir a cocaína. Não topaste sequer que a profissão deles é essa: vender droga aos tipos com muita massa. Foste tu que lhes disseste que querias mais e mais e mais. Quais más companhias? Tu é que te transformaste numa má companhia para a tua mulher e filho. E por isso te mandaram à coca. E tu quiseste continuar como opção de vida, a tal embriaguês dos milhares de euros que vias escorregar dos muitos bolsos que tinhas nas calças, nas camisas, nos casacos e nas cuecas da noite. Como é que não te deste conta que para continuares a meter golos de dia não podias "cocar" de noite. Não ouviste os amigos e em vez de te tratares, ainda foste para o Beira-Mar arrastar-te e meter dó. Agora vens confessar o quê? Que foram as más companhias, que estás recuperado, que deixaste a merda da droga, que queres um clube português que lute pela UEFA. Ouve Jardel, mas ouve bem, aliás vais ler bem estas palavras porque sei que alguém as vai enviar-te. Mete na tua cabeça de uma vez por todas que já ninguém acredita em ti. O que tu precisas é de acreditares em ti próprio e decidires de uma vez para sempre deixares de ser um farrapo humano da selecção mundial dos toxicodependentes. De contrário, é viver ou morrer.

Para os profs bem comportados...

Leitor do dia (14)

O leitor ou a leitora que hoje contemplo nesta rubrica visitou o PPTAO em Praia, São Domingos - Cabo Verde cujo registo corresponde à leitura da mensagem 'Irmão de Cavaco Silva com doença degenerativa'. Abraço e volte sempre.

Jornais do mundo (35)

Foto de família...

Por causa desta lista é que a Educação está nas ruas da amargura



De 25 de Abril de 1974 até 16 de Maio de 1974 não há Ministro da Educação, detendo a Junta de Salvação Nacional as atribuições dos órgãos fundamentais do Estado, entretanto destituídos

Foto de Eduardo Henrique da Silva Correia

Eduardo Henrique da Silva Correia (1915-1991) - Ministro da Educação e Cultura de 16 de Maio de 1974 a 18 de Julho de 1974

Foto de Vitorino Magalhães Godinho

Vitorino Magalhães Godinho - Ministro da Educação e Cultura de 18 de Julho de 1974 a 29 de Novembro de 1974

Foto de Rui Grácio

Vasco dos Santos Gonçalves (1922-2005) - Ministro da Educação e Cultura de 29 de Novembro de 1974 a 4 de Dezembro de 1974, tendo delegado competências em Rui Grácio (1921-1991), Secretário de Estado da Orientação Pedagógica (na foto)

Foto de Manuel Rodrigues de Carvalho

Manuel Rodrigues de Carvalho (1929-1999) - Ministro da Educação e Cultura de 4 de Dezembro de 1974 a 26 de Março de 1975

Foto de José Emílio da Silva

José Emílio da Silva - Ministro da Educação e Cultura de 26 de Março de 1975 a 10 de Setembro de 1975

Foto de Vítor Manuel Rodrigues Alves

Vítor Manuel Rodrigues Alves - Ministro da Educação e Investigação Científica de 19 de Setembro de 1975 a 23 de Julho de 1976

Foto de Mário Augusto Sottomayor Leal Cardia

Mário Augusto Sottomayor Leal Cardia (1941-2006) - Ministro da Educação e Investigação Científica de 23 de Julho de 1976 a 23 de Janeiro de 1978 e Ministro da Educação e Cultura de 23 de Janeiro de 1978 a 29 de Agosto de 1978

Foto de Carlos Alberto Lloyd Braga

Carlos Alberto Lloyd Braga (1928-1997) - Ministro da Educação e Cultura de 29 de Agosto de 1978 a 22 de Novembro de 1978

Foto de Luís Francisco Valente de Oliveira

Luís Francisco Valente de Oliveira - Ministro da Educação e Investigação Científica de 22 de Novembro de 1978 a 7 de Julho de 1979

Foto de Luís Eugénio Caldas Veiga da Cunha

Luís Eugénio Caldas Veiga da Cunha - Ministro da Educação de 7 de Julho de 1979 a 3 de Janeiro de 1980

Foto de Vítor Pereira Crespo

Vítor Pereira Crespo - Ministro da Educação e Ciência de 3 de Janeiro de 1980 a 4 de Setembro de 1981 e Ministro da Educação e das Universidades de 4 de Setembro de 1981 a 12 de Junho de 1982

Foto de João José Rodilles Fraústo da Silva

João José Rodilles Fraústo da Silva - Ministro da Educação de 12 de Junho de 1982 a 9 de Junho de 1983

Foto de José Augusto Seabra

José Augusto Seabra (1937-2004) - Ministro da Educação de 9 de Junho de 1983 a 15 de Fevereiro de 1985

Foto de João de Deus Rogado Salvador Pinheiro

João de Deus Rogado Salvador Pinheiro - Ministro da Educação de 15 de Fevereiro de 1985 a 6 de Novembro de 1985 e Ministro da Educação e Cultura de 6 de Novembro de 1985 a 17 de Agosto de 1987

Foto de Roberto Artur da Luz Carneiro

Roberto Artur da Luz Carneiro - Ministro da Educação de 17 de Agosto de 1987 a 31 de Outubro de 1991

Foto de Diamantino Freitas Gomes Durão

Diamantino Freitas Gomes Durão - Ministro da Educação de 31 de Outubro de 1991 a 19 de Março de 1992

Foto de António Fernando Couto dos Santos

António Fernando Couto dos Santos - Ministro da Educação de 19 de Março de 1992 a 7 de Dezembro de 1993

Foto de Maria Manuela Dias Ferreira Leite

Maria Manuela Dias Ferreira Leite - Ministra da Educação de 7 de Dezembro de 1993 a 28 de Outubro de 1995

Foto de Eduardo Carrega Marçal Grilo

Eduardo Carrega Marçal Grilo - Ministro da Educação de 28 de Outubro de 1995 a 25 de Outubro de 1999

Foto de Guilherme Pereira D´Oliveira Martins

Guilherme Pereira D´Oliveira Martins - Ministro da Educação de 25 de Outubro de 1999 a 14 de Setembro de 2000

Foto de Augusto Ernesto Santos Silva

Augusto Ernesto Santos Silva - Ministro da Educação de 14 de Setembro de 2000 a 3 de Julho de 2001

Foto de Júlio Domingos Pedrosa da Luz de Jesus

Júlio Domingos Pedrosa da Luz de Jesus - Ministro da Educação de 3 de Julho de 2001 a 6 de Abril de 2002

Foto de José David Gomes Justino

José David Gomes Justino - Ministro da Educação de 6 de Abril de 2002 a 17 de Julho de 2004

Foto de Maria do Carmo Félix da Costa Seabra

Maria do Carmo Félix da Costa Seabra – Ministra da Educação de 17 de Julho de 2004 a 12 de Março de 2005

Maria de Lurdes Reis Rodrigues

Maria de Lurdes Reis Rodrigues – Ministra da Educação desde 12 de Março de 2005

Um grupo de pândegos...


"A selecção de Macau de Hóquei em Patins é um grupo de pândegos que cabe numa cabina telefónica", escreveu em editorial certo dia o director do 'Jornal de Macau', João Fernandes.
Esta foto aqui publicada fez-me lembrar o João. Nunca mais soube dele. Não sei onde vive e esteja onde estiver quero que saiba que não lhe guardo qualquer rancor. A nossa diferença patenteada nas páginas dos nossos jornais sempre se pautou pelo respeito mútuo.
João Fernandes na hora em que podia ter sido um ser humano ignóbil, igual a outros que o foram, recusou-se a esse papel e quando se despediu de Macau demos um abraço.
A verdade é que ele foi um crítico da selecção de Hóquei em Patins que eu tinha formado para que pela primeira vez o território sob administração portuguesa pudesse estar presente no Campeonato Mundial da modalidade, Grupo B, em Paris.
E a crítica do João Fernandes deveu-se ao facto de a Associação de Patinagem de Macau ter pouco tempo de existência e de os praticantes ainda serem em número reduzido. Aconteceu que o João teve de "engolir" o que escreveu porque fomos a Paris e conseguimos um honroso lugar para quem ali estava pela primeira vez. Os três últimos lugares não foram para nós e conseguimos vencer alguns jogos incluindo contra o Japão, país que já participava há vários anos.
Isto aconteceu há mais de 20 anos.
Daqui envio um abraço a todos os actuais praticantes e dirigentes do Hóquei em Patins de Macau que honrosamente projectam a modalidade no Oriente.

O livro é cultura

DISCIPLINA SEM NOME

A Ass´rio & Alvim convida-o para o lançamento e apresentação da colecção «Disciplina sem Nome» (integrado na exposição DESENHOS – PROJECTOS EDITORIAIS). Hoje, dia 29, pelas 18h30, na Fundação Carmona e Costa – Espaço Arte Contemporânea (Edifício de Espanha [antigo Edifício da Bolsa de Lisboa]), Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1 - 6º B/C, Bairro do Rego/Bairro Santos.

«Disciplina sem Nome» é um projecto editorial sobre o paradigma, a teoria e a prática do desenho, dirigido por Pedro A.H. Paixão. Tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Carmona e Costa.

Uma nova série de estudos, propostas e meditações, onde o desenho é tomado como uma peculiar prática disciplinar, nua de doutrinas e preconceitos, com a qual é possível criar, de cada vez, um regulamento provisório e articulado da potência própria — uma disciplina. Não um regime que auxilie a nos tornarmos, p. ex., pintores ou a nos adequarmos à Pintura, mas uma prática exigente que recria, de cada vez, o pintor e a pintura. Mais que de «inter-», «multi-», ou «trans-» disciplinariedade, trata-se de circunscrever uma ciência inominada que — velada na memória e nos hábitos de cada uma, na intimidade da suas práticas — disponibiliza os territórios singulares, ou regimes, da vocação própria, onde se problematiza a matéria das próprias práticas e as próprias intensidades teóricas.

BARTLEBY, ESCRITA DA POTÊNCIA DE GIORGIO AGAMBEN, SEGUIDO DE BARTLEBY, O ESCRIVÃO DE HERMAN MELVILLE

Ao indagar acerca dos pressupostos implicados na privação da função de escrivão a que se abandonara o Bartleby, Agamben transforma a análise deste paradigma numa das mais densas meditações acerca dos pressupostos inerentes ao exercício da sua condição de escritor e de filósofo, apresentando simultaneamente as figuras e modos que compõem o seu método. Trata-se de um «experimento sem verdade», no qual «quem se aventura, arrisca, de facto, não tanto a verdade dos próprios enunciados quanto o próprio modo do seu existir e realiza, no âmbito da sua história subjectiva, uma mutação antropológica a seu modo tão decisiva quanto foi, para o primata, a libertação da mão na posição erecta, ou, para o réptil, a transformação dos membros anteriores que o mutou em pássaro».

Giorgio Agamben (1942) é editor da famosa edição italiana de Walter Benjamin — enriquecida por manuscritos descobertos por si —, que se interrompe em 1996. Dirige para a editora Neri Pozza a colecção La Quarta Prosa. Ensina no Instituto Universitário de Arquitectura de Veneza (IUAV).

DESENHO, A TRANSPARÊNCIA DOS SIGNOS DE PEDRO A.H. PAIXÃO

Partindo de estudos acerca dos modos e âmbito próprios do desenho, desde a alba do Renascimento — quando surge como «fundamento e teoria» —, oferece-se aqui um percurso que desagua, em retrospecção, nos debates sobre a «alma», o «amor» e a «felicidade» no Duecento. A cifra é a afinidade entre o desenho e um conhecido paradigma de Aristóteles — uma «tabuinha ainda por grafar», análoga ao pensamento. Acompanhando as exegeses do «desenho» (desde a alba do renascimento) e da «tabuinha», e indagando acerca das correspondências que se podem encontrar com o famoso mitologema de Orfeu, chega-se à primeira ocorrência textual de disegno — a Vita Nuova, de Dante Alighieri —, confirmando que no desenho existe uma tradição disciplinar velada: a de uma «ciência» da transparência dos signos; uma potência que nos espera, um ambiente onde se torna possível aceder à «imagem de felicidade» que no íntimo nos move e que a todo o custo tentamos resgatar.

Pedro Paixão (1971) é artista plástico e investigador, primeiro do Instituto de Arte, Cultura e Literatura Comparada da Universidade IULM de Milão e, actualmente, no grupo de investigação Estética, Política e Artes, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. Para além de dirigir esta colecção, editou na Assírio & Alvim, em 2005, Bouzean.

ESTUDOS DO LABIRINTO DE KÁROLY KERÉNYI, SEGUIDO DE A IDEIA RELIGIOSA DO NÃO-SER

Preservando o rigor da ciência histórica, Kerényi apresenta nos seus estudos a afinidade entre o tempo dos materiais estudados e a pertinência destes para o tempo em que ele vive: trabalhar sobre o grafema remoto do labirinto durante a Segunda Guerra Mundial, significa entrar no enigma do presente onde qualquer segurança metodológica e historiográfica preexistente é dissolvida. A descoberta — e a razão de correr o risco — é a de que entrar e percorrer o labirinto comporta sempre, por definição, a cifra da saída: uma linha «vida-morte-vida». Os Estudos testemunham hoje a exigência — constante para Kerényi — em perceber qual o sentido do homem na figura do estudioso, na contemporaneidade e materiais que estuda. Em apêndice, apresentam-se duas (as únicas) cartas a Martin Heidegger, até aqui inéditas, e uma conferência, de 1953, na qual medita sobre a interpretação que o filósofo dera de Hölderlin, revelando com tal um fértil substrato ainda por estudar.

Károly Kerényi (1897-1973) é um dos mais densos e profícuos historiadores das antigas religiões grega e romana e, em sentido lato, da mitologia mediterrânica. Com uma produção científica vastíssima, e traduzida em diversas línguas, Kerényi é autor de intuições inigualáveis, fruto certamente das permanentes viagens que durante toda a vida o levou aos mais recônditos lugares. É famoso o seu carteio com Thomas Mann. Dos seus estudos, salientamos o monumental Dionysos, Urbild des unzerstörbaren Lebens (München-Wien, 1976), publicado postumamente. Esta é a primeira edição que lhe é dedicada no contexto editorial português.

(Textos de Pedro A.H. Paixão)

Valor, contexto e arte...


Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Um sujeito entra na estação do metro, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, na hora de ponta matinal. Durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemovel no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura.


O video da experiência :



HYPERLINK "http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw"

\nhttp://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw

Damiaças no papel

É com prazer que anuncio que, desde o passado dia 11 de Abril, colaboro com o jornal Hoje Macau, contribuindo com uma página todas as sextas-feiras. So far so good...

Álvaro Damiaças. in Nos Cromos do Cosnos (Recomendo)

Os candidatos laranja...

Rui Santos defende-se...

À porta da tragédia

Podiam ter sido 30 mortos ou mais. O milagre de Fátima é isto: apenas morreram dois idosos no incêndio que se registou esta madrugada no Convento da Esperança, ao campo Santana, em pleno centro histórico de Lisboa. Qual esperança? Só se fôr a esperança de o padre Vítor Milícias se demitir das Misericórdias e vermos se a instituição começa a servir verdadeiramente os necessitados. Só se fôr a esperança de termos lares condignos e bem servidos clínica e tecnicamente. Só se fôr a esperança para se acabar com a mendicidade e a corrupção para se introduzir um familiar idoso num lar. Só se fôr a esperança para não se gastar milhares de milhões de euros em pontes, TGVs e aeroportos e construirem-se lares para idosos iguais ao existente na estrada Marginal entre Lisboa e Cascais destinado apenas a idosos milionários.
Não venham com demagogias e lamentações porque a culpa é inteiramente dos responsáveis de muitos anos da Segurança Social, da Misericórdia e dos governos, que sobre os idosos só desejam que morram depressa... para não dar muito trabalho.

Portugal bateu no fundo

Estónia e Eslováquia vão ser mais ricos que Portugal

Não se riam (26)

"Agenda afasta António Costa do nó de Alcântara"

Título do DN

segunda-feira, abril 28, 2008

Vou-me deitar...


AmandaCom photo

Portugal seguro (16)

Um jovem de 18 anos foi detido domingo pela PSP, em Beja, por alegadas agressões físicas a dois agentes policiais "à porta da esquadra", denunciou hoje a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP).
Paulo Rodrigues, da ASPP, explicou que o caso aconteceu na manhã de domingo, quando o indivíduo começou por "agredir a pontapé um chefe que estava à porta da esquadra" de Beja da PSP.
"O chefe ficou com o maxilar partido e um outro agente, que o ia socorrer, acabou também por ser agredido a soco pelo mesmo indivíduo, mas conseguiu-o controlar e deter", disse.
O comando de Beja da PSP adiantou que o indivíduo, de 18 anos, residente no distrito de Beja, foi detido às "07:45" de domingo por "agressões a dois agentes da autoridade", mas contrapôs que o caso aconteceu "nas imediações da esquadra".
O comando da PSP limitou-se ainda a acrescentar que o jovem foi hoje presente ao tribunal de Beja, tendo saído em liberdade com Termo de Identidade e Residência (TIR) e a obrigatoriedade de apresentações diárias no posto da GNR da área de residência.
Fonte do Centro Hospitalar do Baixo Alentejo, contactada pela Lusa, adiantou que os elementos policiais agredidos, ambos de 41 anos, deram entrada no Hospital de Beja por volta das "09:30" de domingo.
"Um apresentava um golpe entre os sobrolhos, tendo sido suturado com dois pontos e tido alta. O outro foi submetido a uma TAC, que confirmou uma fractura do maxilar, e transferido para o Hospital de São José, em Lisboa", revelou.
O mesmo responsável da ASPP mantém que as agressões ocorreram "à porta da esquadra", depois de o jovem ter sido submetido a interrogatório policial.