As urgências hospitalares estão a registar uma afluência muito elevada, com o Hospital Amadora-Sintra a registar um tempo de espera de 12 horas para os casos urgentes e muito urgentes e a prever que os menos graves só sejam atendidos sábado. De acordo com o director clínico do Hospital Amadora-Sintra, Luís Cunã, a afluência ao serviço de urgência desta unidade de saúde está a ser "anormalmente elevada" para a época e para as capacidades da instituição. O médico revelou que os casos urgentes e muito urgentes estão a registar um tempo médio de espera para serem atendidos na ordem das 12 horas. Os outros casos menos graves, que são a maioria dos utentes que estão a ocorrer a este serviço, nem sequer têm data prevista para o atendimento, sendo seguramente a partir de sábado.
Casos "não urgentes" enchem Amadora-SintraLuís Cunã está preocupado com a situação, principalmente com os casos "não urgentes" que não param de chegar a este hospital que atende uma população na ordem dos 700 mil habitantes. Para esta tão elevada procura, estão actualmente a trabalhar 12 profissionais, dos quais oito médicos. Para o horário nocturno, é previsível que o número de profissionais diminua. Os casos que afluem à urgência do Amadora-Sintra são essencialmente do foro respiratório, "das situações graves às simples constipações". Os profissionais estão a tentar responder aos casos mais graves, nomeadamente do foro cardíaco e pulmonar, bem como faltas de ar documentadas, segundo o director-clínico da instituição. No Hospital São José, em Lisboa, a urgência também regista uma forte procura. A Lusa apurou junto deste hospital que, às 20:00, os casos menos urgentes tinham de esperar oito horas e 59 minutos para serem atendidos. A espera dos casos urgentes situava-se nas cinco horas e quatro minutos e os muito urgentes 19 minutos.
In LUSA






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