terça-feira, novembro 25, 2008

Dias Loureiro: pior a emenda que o soneto

O conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro e ex-administrador do grupo do BPN não tem tido um minuto de descanso. Ora, agarrado ao telemóvel horas a fio. Ora, a deixar recados aos média ou, como na noite passada, a correr para o Palácio de Belém, onde foi recebido pelo Presidente da República. Após o comunicado oficial e as afirmações públicas de Cavaco Silva sobre o "caso BPN", de certo modo a desmarcar-se do seu conselheiro, esperava-se que Dias Loureiro permitisse a Cavaco Silva que este, hoje pela manhã, fosse até à varanda do palácio e pudesse respirar fundo de alívio, depois de ter lido nas primeiras dos jornais que o seu conselheiro anunciara a demissão.
Afinal, parece que o entendimento do ex-parceiro de Oliveira e Costa é contrário ao do mais recional humano. Dias Loureiro teria dito para os seus botões: "Este é um barco onde estão muitos marinheiros. Agora o navio está quase a afundar-se porque o timoneiro caiu à água, mas eu só irei para o fundo com toda a armada... obviamente, não me demito!". Pior a emenda que o soneto.

3 comentários:

(c) maioria silenciosa: P.A.S. disse...

Perder os privilégios e perder a face não está ao alcance de muitos!

JR disse...

Amigo João

Passado que foi o dia do teu 60.º Aniversário é chegada a hora de te enviar algo que deve merecer alguns minutos da tua atenção.

Um Grande Abraço
J.R.

Um professor, diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que 'sim'.

O professor pegou então numa caixa de fósforos e vazou-a para dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que 'Sim'.

A seguir, o professor pegou uma caixa de areia e vazou-a para dentro do frasco. Obviamente que a areia preencheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um 'Sim' retumbante.

O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia.

Os estudantes riram-se nesta ocasião.

Quando os risos terminaram, o professor comentou:

'Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a famí¬lia, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocarmos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Prestem atenção às coisas que realmente importam. Estabeleçam as vossas prioridades, e o resto é só areia'.

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou:

'Então e o que representa o café?‘

O professor sorriu e disse:

'Ainda bem que perguntas! Isso é só para vos mostrar que, por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo'.

Eng. J. Pitágoras disse...

Meu caro J.R., gostei do que li e encontrei na história muito do que me ensinaram em pequeno. Na verdade, «se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes.»

Na segunda-feira passada, a jornalista Eduarda Maio lançou a biografia do actual primeiro-ministro, 'Sócrates: O Menino de Ouro do PS'. Não vem ao caso dizer o que eu penso sobre a biografia de um homem com a idade dele, de homem sem nada especialmente empolgante que interesse à humanidade, e tão-pouco vem ao caso dizer quanto eu acho o título piroso. Parece-me apenas que o livro já vendeu todos os exemplares possíveis, que são os que as pessoas presentes no lançamento sentiram obrigação de comprar. E nem esteve presente qualquer ministro.

O que vem ao caso é quem usou da palavra no evento e o que disse. Manuel Dias Loureiro (pasme-se!) foi um deles e disse, designadamente, que Sócrates é um «homem trabalhador» e um «homem de detalhes». E disse mais: «Só quem está atento aos detalhes pode fazer grandes coisas. Essa é uma característica dos grandes homens.»

Ora, meu caro, se não me tivessem ensinado o contrário e a sua história não confirmasse o que aprendi, eu estaria agora seriamente confuso. Mas não estou. Por isso, mando às urtigas o discurso de Dias Loureiro. E, como se sabe que Sócrates vive obcecado com as coisas pequenas, mando também às urtigas as manias do «menino de ouro».

Dias Loureiro é um garimpeiro. Por mim, o ouro é revisto em baixa...