quarta-feira, novembro 26, 2008

Blogando com prazer (149)

BESTAS DO APOCALIPSE LUSO


O apocalipse português é feito de começos de desmoronamento como este.
Uma multidão de máscaras que se desposicionam na sua fealdade bem-falante
para nos revelar uns personagens sinistros, requintados nos gostos criminosos,
sodomizando, pervertendo, humilhando, rasto de décadas em nojeira,
que longamente se arrastaram pelos bancos da Justiça
e tudo gastaram e se desgastaram a pagar que se provasse o improvável,
quando em rigor e para abreviar: «Não se faz aquilo às crianças.»
lkj
Um conjunto de personalidades que caçam com el-Rei de Espanha, que são amigos
do topo da sociedade, que aprendem a mentir com solenidade, que não se mancam,
que em dias de tédio passados viajaram a enterrar uns milhões e outras coisas
gloriosamente erectas numas falências exóticas, nuns hotéis com muito falo,
gente cuja memória e consciência são uma real bosta, um atrevimento boçal.
Sim, o apocalipse português é feito disto e é feito de um núcleo central
de partidos nos quais os Portugueses colocavam esperança de progresso
e expectativa de bem-estar para uma vasta maioria de seus filhos,
e que se revelaram, esses partidos nucleares, somente uma máfia sôfrega
de interesses promíscuos, de imoralidades indecentes, circuito fechado de abjecção,
e de má governança incompetente, controleira, brutal e corrupta.
lkj
Agora os portugueses estão a pagar tudo isto por todos os lados e de todas as formas.
Pagam electricidade alta, pagam a falácia de caros combustíveis obscenos,
não proporcional e homologamente compatíveis com a baixa sistémica do petróleo,
mas imediatamente encarecidos em caso de alta sistémica do petróleo,
pagam gás caro, pagam água cara, pagam prestações de habitação altas
que não há euribor baixa e mais baixa ainda que as baixe.
Pagam. Pagam e pagam!
lkj
Pagam em vergonha, pagam em desânimo, pagam em horror!
Pagam por todos aqueles que, escapando às malhas amigas
e por vezes laxas, por vezes maleáveis de uma Justiça sequestrada,
não se sentem obrigados a justificar-se perante os cidadãos.
Escapam os seus sinais corporais, que outrora empalavam adolescentes
cujos olhos olhavam e viam. Fogem às consequências dos seus actos,
ficam ao abrigo da verdade, e devem ficar a rir descaradamente
da própria impunidade servida numa bandeja gloriosa, em ombros,
apoteose filha da puta, nacional venalidade.

Joshua, in Palavrossavrvs Rex (nossos links)

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