
A arte de uma cabeleireira não se pode medir pela quantidade de vezes que consegue ser notícia nas revistas cor-de-rosa ou do dinheiro de que dispõe para colocar publicidade ao seu salão nessas mesmas revistas. Há cabeleireiras que cobram "o coiro e o cabelo" por uma simples lavagem e corte de cabelo seguido do penteado respectivo e, no entanto, o resultado é horrível e demonstrativo de uma falta de profissionalismo atroz. Hoje em dia, as cabeleireiras tiram cursos de especialidade e estranho até porque é que não lhes chamam "doutoras", neste país onde todo o gato e rato são doutores...
Vem esta conversa a propósito, porque conheci uma senhora que é cabeleireira há cerca de 30 anos em plena ruela do Bairro de Alvalade. Elisabeth é uma senhora cabeleireira a sério, com arte, engenho, bom gosto, profissionalismo e simplicidade. Simples como o seu salão de dimensão reduzida, sem luxos, sem diplomas pregados na parede, mas de uma familiaridade exemplar. De tal modo, que a qualquer hora dos dias da semana não tem o mínimo descanso. As clientes fazem fila de espera, deixam o salão satisfeitas e correm a avisar as amigas que ali está "a melhor cabeleireira que alguma vez viram na vida". É muito bom quando a simplicidade ainda reina com eficiência e brilhantismo. Parabéns à Elisabeth e sua filha Sara pela alegria e beleza que dispensam a tantas outras mulheres.






Sem comentários:
Enviar um comentário