sábado, outubro 25, 2008

Sócrates mal preparado






O primeiro-ministro concedeu uma entrevista de fundo ao Diário de Notícias e TSF, dividida em duas partes, ou seja, hoje lemos uma e amanhã o restante. Confesso que ao ler as afirmações de José Sócrates sempre pensei que fosse um político melhor preparado para a função, especialmente quando confrontado com questões basilares da governação nacional. Comprem o DN e depois digam-me se discordam da minha opinião que taxativamente, sem qualquer depreciação antecipada, e depois de ler e reler, fiquei surpreendido pela negativa. Não esperava que Sócrates apresentasse banalidades e um discurso já gasto e muito propagandeado. Uma entrevista sem novidades, sem grande fundamento sobre o que foi afirmado e o mais grave situou-se no vector futuro: Sócrates deve ser o único político do mundo que não vê que o pior na vida dos portugueses ainda está para chegar.

Deixo-vos com algumas passagens, que talvez já vos deem uma ideia do que falo:

"Tenho esperança de que esta crise possa acabar... há alguns elementos positivos"

"Portugal vai ser um dos poucos países europeus que vão cumprir o défice segundo o Orçamento entregue em 2007"

"Há agora mais razões económicas para que todas as obras públicas de modernização infra-estrutural se façam"

"Grande parte da nossa dependência do petróleio é resultado de não termos feito as barragens que devíamos ter feito"

"A meta dos 150 mil empregos está difícil"

"Isto que aconteceu é o Waterloo daqueles que sempre acharam que o Estado não devia fazer nada nem devia intervir"

"Só por cegueira e até inveja se pode criticar o 'Magalhães'"

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