terça-feira, outubro 28, 2008

O PSD vai acabar?




Se
não vai, parece. Sempre que encontro uma criatura, homem ou mulher, que antecipadamente sei pertencer aos quadros ou às bases do PSD, pergunto se "as coisas lá no partido já vão melhor?" e a resposta é sempre a mesma. Antes de uma réplica clarificadora transmitem-me um role de críticas a este, a aquela, ao outro e a aqueloutra. Uns, porque são da facção Santana Lopes e criticam os de Passos Coelho. Outros, que são de Marques Mendes e criticam os menezistas. Uns, que simpatizam com Manuela Ferreira Leite e arrasam o Ângelo Correia, o Gomes da Silva, o Carreiras. Outras, porque pertencem ao núcleo do Prôa e detestam a Helena Lopes da Costa ou o Carmona Rodrigues ou o Durão Barroso ou o Rui Rio ou o Paulo Rangel ou a Paula Teixeira da Cruz ou o António Borges ou a Rosário Águas ou o José Luís Arnaut ou a Natália Carrascalão. Só o que sabem é dizer mal uns dos outros. Do Lipari, do Preto, do Mendes Bota, do Alberto João Jardim, do Mota Amaral, do Luís Filipe Menezes, do Marcelo Rebelo de Sousa. Caramba, que raio de partido é este onde todos maldizem todos. Que raio de união ou unidade pretende esta gente para se apresentar como alternativa em quaisquer eleições? Penso que, mais tarde ou mais cedo, a onda desfaz-se na praia...

1 comentário:

Anónimo disse...

Meu caro João

Ainda te interrogas? Trata-se de gente partidária que não possui outro desejo na vida que não o de alcançar o poder quando o não tem ou mantê-lo quando o possui. O objectivo destas pessoas que pululam em todos os partidos do arco do poder não é servir a colectividade mas antes, e primeiro que tudo, a si próprios e aos seus. Assistimos à existência duma classe social que outra coisa não fez até hoje que não política partidária. Trata-se duma constatação que coloca em risco a essência da própria democracia que consiste em servir primeiro que tudo os outros. A existência duma classe profissional de políticos corresponde a concluir que o poder é entregue e exercido por meros teóricos, por quem não conhece o país real, o quotidiano , o sentir e anseios duma população e dum país que carece de ver resolvido um conjunto de problemas, o primeiro dos quais consiste no seu atraso economómico e social relativamente à maioria dos outros países do seu eixo geográfico , ou seja a Europa.A cada um de nós compete escolher ou apontar a dedo, sempre que houver oportunidade, os responsáveis pelas soluções correctas ou incorrectas. Como e quando? Sempre que for chamado a votos, sempre que tiver oportunidade de intervir ao nível do voluntariado, da participação democrática, em todas as ocasiões que proporcionem uma actuação cívica... Dá trabalho? Claro que sim!!! Mas é a única maneira de não sermos cúmplices com este estado de coisas,de termos legitimade para criticarmos...

3Grande abraço

J.B.