
O grupo Cofina já deve estar certo que o Governo de Sócrates vai conceder o quinto canal de televisão a Joaquim Oliveira e ao seu grupo de média. Não foi por acaso que o DN apareceu durante dois dias com o "patrão" Sócrates na primeira página na sequência de uma entrevista de fundo, que mais cheirou a frete do que a salsichas com ovos mexidos...
A Cofina já está a desinvestir no sector da comunicação social e a decisão tem perturbado, nas últimas semanas, muitos trabalhadores ligados ao gratuito 'Meia Hora', ao 'Record', à 'TV Guia', ao 'Correio da Manhã' e para rematar, o grupo anunciou que pretende sair da sociedade accionista do semanário Sol onde detém a maioria. Como primeira consequência poderá haver um grande "pôr-do-Sol" sem Sol...
Alguns observadores ligados aos negócios de jornais portugueses indicam que o encerramento do semanário dirigido pelo arquitecto José António Saraiva é uma forte possibilidade a médio prazo. Para esses observadores, o jornal não conseguiu atingir as metas a que se propôs, nomeadamente, chegar a um número de vendas muito semelhante ao do Expresso.
O Sol não conseguiu conquistar leitores pelas vias da credibilidade na informação, da investigação dos grandes temas que afectam os portugueses, da perspicácia dos seus colaboradores. O Sol não é carne nem é peixe. Não se enraizou como um jornal de referência, nem como um tablóide popularucho. É um pouco as duas coisas, o que resulta na rejeição pela maioria.
Um boato, talvez verriginoso, liquidou o Sol, quando começou a correr pelo país que o Expresso passou a ser pró-Partido Socialista e o Sol pró-PSD. Infelizmente, para os accionistas de o Sol, a maioria, goste-se ou não, está com o PS.






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