sexta-feira, outubro 31, 2008

Militares: não queria acreditar


momentos estava a ver o noticiário das 23.00 na SIC-Notícias. Nem queria acreditar no que ouvia: que o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Valença Pinto, concordava com as preocupações inseridas no alerta do general Loureiro dos Santos sobre o descontentamento que reina entre os militares face ao actual poder político. Após a divulgação da notícia disse para comigo, que afinal, tudo o que foi publicado aqui no PPTAO sobre esta matéria tinha a sua razão de ser sem subterfúgios. E explico a minha dúvida, se é que alguma vez existiu. É que depois do alerta de Loureiro dos Santos fomos confrontados com uns "bitaites" oriundos do Ministério da Defesa, o qual sublinhava que nada de especial se passava e que os militares e as suas posições estavam representadas pelos chefes militares dos três ramos. Que grande balde de água fria que caiu sobre a cabeça do ministro Severiano Teixeira ao constatar que, afinal, o principal chefe dos militares também está preocupado com a situação e com uma eventual tomada de posição que os praças, sargentos e oficiais possam vir a pôr em prática.
Tudo isto, depois de, ainda esta tarde, ter ouvido um grupo de pândegos que tem um programa na Antena 1, entre as 19 e as 20 horas com Ana Sá Lopes na liderança da asneira, e cujos comentadores da treta fartaram-se de criticar o general Loureiro dos Santos, chegando ao ponto de dizerem que os militares não tinham qualquer noção do tempo em que viviam e que o 25 de Abril tinha sido há mais de 30 anos, e que o Estado de Direito não permitia qualquer alteração do regime, blá, blá, blá, um chorrilho de disparates contra os militares, mas, todavia, a deixar no "ar" a ideia de que Loureiro dos Santos era um inconsciente pelo alerta que tinha proferido para a opinião pública. Obviamente que Loureiro dos Santos sabia do que falava, que está melhor informado que ninguém relativamente ao que se passa nos quartéis, que a ida de uma representação de militares a um encontro com o ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, não se tratou de nenhum "cházinho das cinco" e que o jantar de mais de 100 militares esta noite também não foi para provarem um qualquer tipo de água-pé...
Relembro apenas que antes do 25 de Abril, o Ministério da Defesa também divulgou a máxima de que os chefes militares estavam ao lado de Marcelo Caetano... e por vezes a história repete-se.

2 comentários:

Jose Martins disse...

Absolutamente de crer que os chefes que regenm as Forças Armadas dos três ramos se encontrem preocupados perante o descalabro e a injustiça que vai por lá.

Bem é que os que tomaram conta do Poder, me parece que se fiam muito na virgem e não correm...

Acoitam-se sob o guarda chuva da democracia e neste estilo de política não pode haver levantamentos porque são "antibota" dos militares.

Desde o 25 de Abril tem-se verificado o ter havido desprezo pelas forças armadas;o regresso à pátria os ossos daqueles que lutaram em África.

Estão por lá entre o capim alto e ao dispor, as ossadas, dos feiticeiros.

Depois há os que regressaram, com vida à Pátria que os "pariu"; uns deficentes outros que andam por aí a passar o tempo sentados nos bancos dos jardins até que nossos senhor os leve e se livrem deste inferno.

Todos os países têm os seus exércitos e Portugal teve o seu e de homens valorosos desde que se identificou como nação.

O meu pai foi soldado (eu não fui) e aquele homem, anafabeto tinha um orgulho tal de ter sido soldado de cavalaria que me obrigado, sel lá quantos vezes, para ler a sua caderneta militar.

E até vejam lá... me mostrava uma mazela, cicatrizada, que tinha num pé.

Tinha caído do cavalo. Que se deia glórias à democracia mas que não se desprezem as forças armadas.

Porém em Portugal, qualquer "tipo" que até nunca deu ao gatilho de uma arma de pressão de ar, entregam-lhe a pasta de ministro da Defesa.

Aí está o homem, o político, que nem disparou um tiro com uma pressão de ar ou um arremesso de uma pedrinha com uma fisga de elástico.

Dentro do exército português há gente inteligente e com uma educação alta adquirida nas instituições de ensino militares.

Evidentemente que eles não estão a dormir e atentos a tudo que se vai passando...

E quando pretende levar a cabo uma acção esta é programada, meses antes.

Agora não há pides nem carrascos para prender, mas há muita coisa para reparar, porque cada vez mais o país está, económicamente, afundar-se...

Os portugueses não têm culpa que desde há 34 anos que tenham sido mal governados e sob a mentira dos políticos que têm tido.

Gaita 1o anos teria sido o máximo para que a casa fosse arrumada...

Mas 34 anos é muito!

O tempo é de mudanças e quando as coisas não estão arrumadas na prateleira e fora do prazo, deitam-se ao lixo e colocam-se lá outras próprias para consumo.
José Martins

JR disse...

Quem te manda a ti "Sapateiro" quereres tocar "Rabecão"?
O que é que essa tal de ana sá lopes e os seus apaniguados sabem da Organização, Estrutura, Objectivos, Missões, Pessoal e Anseios das Forças Armadas Portuguesas?
É-lhes reconhecido o direito de proferirem a enormidade de asneiras que lhes sairam pela boca fora contudo também é verdade que esse direito lhes foi possibilitado por força de uma acção desenvolvida pelos Militares uma vez que os da laia de ana sá lopes e seus apaniguados, "qual camaleão iluminado", nunca tiveram coragem para o fazer pois só conseguem sobreviver à sombra do poder instalado, de Direita ou Esquerda.
Só lhes interessa denegrir aqueles que, por por formação, razões éticasos e imperativo legal, estão impedidos de lhes proporcionar a resposta mais adequada ao chorrilho de asneiras proferido.
J.R.