segunda-feira, setembro 29, 2008

Eduardo Tomé: Macau perdeu um dos seus fotojornalistas


Na década de 80 o Grande Prémio de Macau foi fotografado de forma soberba e invulgar. Por um verdadeiro profissional que apareceu no território. Eu era piloto e comentador oficial das corridas. Interessei-me em conhecer pessoalmente aquele profissional diferente. Eduardo Tomé, homem de poucas palavras, humilde e de uma eficiência com a objectiva na mão de deixar qualquer publicação na senda do êxito. Foi o que aconteceu com vários suplementos do Diário de Notícias e com outras publicações de elevado nível técnico, didáctico e histórico que tiveram a responsabilidade do jornalista e editor Beltrão Coelho e que visaram a temática Macau.
Eduardo Tomé deixou-nos para sempre. Fiquei muito triste porque além de bom amigo, Tomé sempre que chegava a Macau telefonava-me e anunciava-se. As nossas trocas de impressões visavam a mudança constante que se operava no urbanismo em Macau, mas um dia Eduardo Tomé disse-me algo que nunca mais me esqueci: "Sabes, Macau parece que muda todos os dias, mas agora até as pessoas mudam. Os que conheci pobres já são muito ricos e mudaram para pior. Já falam por cima da burra...".
A obra fotográfica de Eduardo Tomé é vastíssima e valiosa. Beltrão Coelho deveria editar um livro em sua memória. Até um dia, Eduardo, deste teu Eduardo.

3 comentários:

ergela disse...

Não tinha assim uma grande confiança com ele, mas cheguei a trocar rolos de máquina fotográfica com ele, sabe, é que a classe de foto-jornalista somos verdadeiramente solidários.
Adeus companheiro.

Jose Martins disse...

Tenho algumas fotografias do Tomé. Não sabia que tinha partido para a eternidade.

Paz à sua alma. Pois,pois A gente de Macau foi de facto como a julgou o Tomé, tu e eu...

Pois,pois gajinhos que foram para lá a bater com eles numa laje e...têm por lá arranjado a vidinha...

Esses cabrões só nos conheceram quando precisaram do Tomé, de ti e de mim.

Bloom * Creative Network disse...

Não sabia que o Eduardo Tomé tinha morrido. Trabalhei com ele no DN e estive com ele várias vezes em Macau. Foi uma surpresa!