SOLAVANCOS DA PAIXÃO


Deixa-nos baralhados que, após uma legislatura
marcada por cortes administrativos de toda a sorte, se passe, de repente,
e por se tratar de um ano eleitoral,
para o desbloqueo maravilhoso de mundos e fundos em matéria de educação
sendo que, por isso mesmo, o Governo anuncie que vai investir nos próximos anos
cerca de 400 milhões de euros
na modernização tecnológica das escolas,
na modernização tecnológica das escolas, com a instalação de Internet e de quadros interactivos,
em todas as salas de aula, com o aumento da velocidade em banda larga
e a implementação plena do projecto Magalhães,
para a distribuição de computadores a crianças do ensino básico.
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Tudo a favor. Simplesmente é pena que a par de esse grande afã
pela dotação tecnológica das escolas não compareça igual investimento
público e explícito de apreço pela docência, pelos docentes,
pelos valores humanizadores e integradores só mediados e mediáveis
pelo exercício bem amplo da docência ancorada em Pessoas.
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Definitivamente, a infotecnologia, aos olhos dos burocratas que nos regem,
parece-lhes a Pedra Filosofal e o Milagre para o saber
e para a competitividade Presente e Futura. Resta saber
se não o será igualmente a componente socializadora e integradora
operada nas milhares de salas de aula espalhadas pelo País,
e afinal mediada por Pessoas cuja formação visa o Ensino.
A educação deveria merecer mais os efeitos do amor que os da paixão,
tantas vezes efémera e instrumentalizante, tacanha e onanista.
Joshua, in PALAVRASSAVRVS REX (nossos links)
Joshua, in PALAVRASSAVRVS REX (nossos links)






3 comentários:
Aplausos sinceros, não quero acrescentar nada porque afinal, só aqui, vai sendo possivel e com cabeça fria ir passando a mensagem do autismo e arrogancia com que vamos sendo tratados. Acho que já passou o tempo com tanta tecnologia apregoada, e tão só, de haver para tranquilidade dos espiritos a desculpa de que o povo tem aquilo que merece.
É uma falta de vergonha esta dualidade, João.
Abraço forte
PALAVROSSAVRVS REX
Muito bem observado. A nós, que estamos dentro, é isto tão óbvio - quase La Palice - que não conseguimos perceber como a banha da cobra é consumida. Tempos de cegueira tecnológica...
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