segunda-feira, abril 28, 2008

Feira Popular de Lisboa

photo jotaesse

Carrocéis, montanha russa, poço da morte, roda grande, comboio fantasma, corridas com bola de ténis, pistas de carros, variedades, frangos grelhados, sardinhas assadas, tintol, caracóis, cachecóis, sapatos, malas e andor que se faz tarde. Uma alegria a correria da pequenada de um lado para o outro. Uma noite na Feira Popular era o renascer de um bom ambiente lá em casa. Era o retemperar de forças para a escola. Era a negociata do cigano ou do mafioso. Era a comemoração do aniversário ou do carro novo. Era a passeata com a mulher, com a namorada, com a amante, com os filhos, com os enteados, com os alunos, com os vizinhos. Era a festa sem se estar em festa de coisa nenhuma. Eis que chegaram os glutões, os negociantes, as negociatas, os burlões, os aldrabões e a Feira Popular foi abaixo. Acabou a festa do povo porque os corruptos têm festa em Paris, Madrid, Londres, Geneva, Munique, Pequim ou Sydney onde frequentam as suas feiras de vaidades...

1 comentário:

ana disse...

Que texto lindo e simples. Obrigado