Carrocéis, montanha russa, poço da morte, roda grande, comboio fantasma, corridas com bola de ténis, pistas de carros, variedades, frangos grelhados, sardinhas assadas, tintol, caracóis, cachecóis, sapatos, malas e andor que se faz tarde. Uma alegria a correria da pequenada de um lado para o outro. Uma noite na Feira Popular era o renascer de um bom ambiente lá em casa. Era o retemperar de forças para a escola. Era a negociata do cigano ou do mafioso. Era a comemoração do aniversário ou do carro novo. Era a passeata com a mulher, com a namorada, com a amante, com os filhos, com os enteados, com os alunos, com os vizinhos. Era a festa sem se estar em festa de coisa nenhuma. Eis que chegaram os glutões, os negociantes, as negociatas, os burlões, os aldrabões e a Feira Popular foi abaixo. Acabou a festa do povo porque os corruptos têm festa em Paris, Madrid, Londres, Geneva, Munique, Pequim ou Sydney onde frequentam as suas feiras de vaidades...
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1 comentário:
Que texto lindo e simples. Obrigado
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