terça-feira, abril 29, 2008

A culpa é tua Jardel


Jardel eras o ídolo da pequenada. "Toma! Goooooolo! Este foi à Jardel!" Foi o grito mais ouvido por todo o Portugal enquanto jogaste no FC Porto e no Sporting. Um dia deixaste a tua mulher e o bébé em casa e foste gastar os muitos milhares que tinhas ganho com os golos. Embriagaste-te com as notas. Atrás das notas estão sempre os amigos da onça que vendem umas tipas para orgias, heroína e cocaína para ficares na Lua, pois a Terra já era pequena para ti. Disseste que sim aos que te quiseram impingir a cocaína. Não topaste sequer que a profissão deles é essa: vender droga aos tipos com muita massa. Foste tu que lhes disseste que querias mais e mais e mais. Quais más companhias? Tu é que te transformaste numa má companhia para a tua mulher e filho. E por isso te mandaram à coca. E tu quiseste continuar como opção de vida, a tal embriaguês dos milhares de euros que vias escorregar dos muitos bolsos que tinhas nas calças, nas camisas, nos casacos e nas cuecas da noite. Como é que não te deste conta que para continuares a meter golos de dia não podias "cocar" de noite. Não ouviste os amigos e em vez de te tratares, ainda foste para o Beira-Mar arrastar-te e meter dó. Agora vens confessar o quê? Que foram as más companhias, que estás recuperado, que deixaste a merda da droga, que queres um clube português que lute pela UEFA. Ouve Jardel, mas ouve bem, aliás vais ler bem estas palavras porque sei que alguém as vai enviar-te. Mete na tua cabeça de uma vez por todas que já ninguém acredita em ti. O que tu precisas é de acreditares em ti próprio e decidires de uma vez para sempre deixares de ser um farrapo humano da selecção mundial dos toxicodependentes. De contrário, é viver ou morrer.

16 comentários:

Anónimo disse...

Meu caro

Estou de acordo em que o que Jardel necessita é de acreditar em si próprio. Quanto ao julgamento da sua vida pessoal, isso já não nos compete...sendo certo que se corre grande risco de injustiça ao fazê-lo e ao condená-lo...

Abraço extensivo ao J.C. a quem já não tenho o prazer de ver há tantos anos.

J.B.

ergela disse...

"Maldida cocaína que me corres no sangue" (Frank Zappa musico)

j.c. disse...

Obrigado, meu caro J.B., e gostaria de vê-lo por estas paragens. A sério. Tenho espaço para 'arrumar' amigos e acompanhantes e ainda ninguém se queixou!

jucas disse...

ganda post joao. e assim mesmo que o jardel devia ouvir de toda a malta. o anonimo j.b. viu um outro filme qualquer uma cena marada diferente nao leio em lado nenhum uma condenacao ao jardel da vida pessoal a vida dele foi publica ele foi e e figura publica toda a malta o viu a enterrar-se e o joao ainda esta a ser muita simpatico pro man.

Anónimo disse...

Meu caro Juca

Opinar sobre a vida pessoal dos outros pode equivaler a ser-se profundamento injusto. Cada um de nós possui uma idiosincracia decorrente dum percurso pessoal de vida em que as circunstâncias que nos envolvem são condicionantes ou determinantes do comportamento que se assume pela vida fora. Não conheço pessoalmente o Jardel. Sei apenas que é ou foi um profissional de futebol admirado e idolatrado por muitos. Por trás disso nunca ninguém se preocupou com a sua vida ou percurso de vida.Há quem defenda que é uma excelente pessoa, incapaz de fazer mal seja a quem for. Apenas um fraco de espírito, com uma infância e adolescência vivida em favela, sem valores nem princípios. Todavia, com talento para a arte futebolística. Quem somos nós para julgar a sua vida pessoal, hoje? Errado , errado foi considerá-lo a ele ou a outro qualquer que se não conhece, a não a ser de atributos meramente secundários como o talento para o futebol, como ícones ou heróis...Quando afinal se descortina que os heróis tem pés de barro, o erro ou o juizo errado deve pura e simplesmente ser assacado a quem os considerou levianamente como heróis. Julgamentos, julgamentos, somente quando necessários por uma questão de organização civilizacional, só nos tribunais e garantidos que estejam os direitos a uma defesa....

J.B.

ergela disse...

João o meu comentário a este post não apareceu.

j.c. disse...

Meu caro J.B., o Jardel tem certamente uma vida privada como (quase) toda a gente. Porém, de algum modo, ele é uma figura pública e foi ele que trouxe a público aquilo de que se fala. É natural, pois, que esteja sujeito ao normal escrutínio do público.

Vou ilustrar isto com um exemplo recente e contrastá-lo com outro do passado, para melhor me fazer entender.

Certas figuras infelizes do PSD trouxeram à praça pública um 'caso' sobre a eventual ligação pessoal do primeiro-ministro a uma jornalista. Porque é que toda a gente decente concordou que foi uma atitude inqualificável? Porque, a ser verdade, trata-se da vida privada de uma figura pública que não expõe ou não assume publicamente o 'caso' e que tem de ser respeitado por isso.

Por outro lado, se fosse algo que envolvesse, por exemplo, o antigo primeiro-ministo Sá Carneiro e Snu Abecassis e tivesse relevância para a vida nacional ou para algum suspeitoso jogo de influências, então ele estaria sujeito ao normal e permanente escrutínio.

É assim em todas as sociedades abertas e, a maior parte das vezes, ainda bem que é assim, por muito que possa agastar os visados e ainda que, por vezes, se possa considerar que foi inútil dar conta de qualquer coisita sem interesse para o desempenho de cargos públicas ou para o exercício de funções expostas.

Tudo se resume, como sempre deve ser, a um princípio muito simples: quem não quiser sujeitar-se ou não tiver estômago para ser escrutinado, só tem é de manter uma vida recatada e não se aproximar da vida pública.

Por outras palavras e recorrendo àquele velho ditado mais comezinho e popular: «quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele»...

imitador do eusebio disse...

qual é a tua ó JB era o que faltava não podermos falr mal da merda que um gajo que era o ídolo do meu puto e que pôs o pouto a chorar à fartazana quando soube porque é que o gajo não jogava mais. criticar um gajo destes é que está certo. não foi posto em causa nada de privado, nada do que se passava com o jardel e a mulher dele na cama ou nas discussoes graves que tiveram. o autor do blog fez uma coisa linda mandou-lhe um recado todo porreiro a dizer-lhe que tudo só dependia dele e até lhe disse muito pouco do que eu gostava de lhe mandar. qual acusação é que lhe foi feita, meu JB? que se drogava? foi ele que disse. que queria voltar a jogar? quem acredina nele?

ana disse...

Isto aqueceu e tenho a dizer que o João escreveu uma coisa maravilhosa. Sei do que falo e sei o que é um homem aldrabão por causa da droga.

Anónimo disse...

Quem o drogou a 1ª vez devia ser atirado ao mar

joão severino disse...

Nunca pensei que um simples desabafo num momento em que nada tinha para escrever e que ouvi no rádio que Jardel queria regressar ao futebol, pudesse dar tantos "desabafos". Acontece que lidei muito com gente dependente e sei qo que sofrem eles e os outros que gostam deles. Apeteceu-me dar um recado apenas ao amigo Jardel. É bom homem, sim senhor, como diz o J.B., mas o culpado foi ele quando ainda a tempo lhe foi dito: "pára"! Não parou.
Não condenei o Jardel. Quem sou eu para aquilatar da sua vontade? Limitei-me a dizer-lhe que tudo depende dele. Lembro-me do Maradona e recordo as 365 vezes que já disse que deixou a coca.
Seja como fôr agradeço a todos a participação porque isso é que é saudável. É sinal que o PPTAO vos interessa.

Anónimo disse...

Reparo que o contador de visitas tem 33 no Brasil. Faço votos que um deles seja o Jardel...

Anónimo disse...

Caríssimos

Parece que se esquecem que o Jardel
não conferiu qualquer mandato para o defenderem...Significa isto tão somente que o que está em causa, na minha opinião, não é o dizer mal ou bem da figura do futebolista uma vez que a liberdade de expressão é um valor perfeitamente sedimentado na nossa sociedade post-25 de Abril, mas sim as conclusões que se retiram sobre o mesmo, bem como o modo como se retiram. Por outras palavras ainda parece-me pouco consentâneo com o espírito de humanidade a forma algo cruel como se reage às declarações de alguém que pede uma oportunidade, pese embora a estima que me merece o autor do primeiro comentário...
O que me levou a exprimir uma opinião, a minha e de que não abdico, é exatamente a circunstância de considerar que neste mundo não se deve julgar e condenar as acções dos outros sem o conhecer assim como tudo o que o envolve e sem um sentimento de humanidade...E quando falo em julgar sei rigorosamente o que digo...
E insisto que considerar heróis (ou colaborar nisso) figuras como os futebolistas só porque tem talento nos pés é profundamente errado.
Com um abraço solidário

J.B.

j.c. disse...

Parece que estamos de acordo no essencial, meu caro. Julgar os outros não é coisa que me atraia e não condiz com o sentimento de humanidade de que muito bem fala. Nao é realmente de julgar que se trata, mas apenas do escrutínio normal a que já me referi e que permite opinar sobre quem se expõe.

Podemos escrutinar um ministro e opinar sobre ele, quer em relação ao desempenho específico, quer em relação ao modo de acção ou de comunicação pelas características pessoais que nele se perceberem.

Enfim: julgar e ajuizar são coisas diferentes não é? Subscrevo inteiramente a sua conclusão: criar heróis, 'endeusar', etc., no efémero mundinho do banal, tende a suscitar sentimentos e reacções contraditórias, por vezes, e perversas, muitas vezes...

crianeo disse...

João Severino,
Viva! Daqui Bruno Ferreira, do Edição Extra! Passei por cá para te agradecer o comentário no blogue. E, como te respondi, usa e abusa das capas dos jornais, ou vídeos do Edição Extra! Já agora, e sem querer entrar na discussão, parece-me que um blogue é um espaço pessoal com uma linha editorial muito especícica: o a opinião do autor. Com, ou sem, contraditório. Um grande abraço,

Bruno Ferreira

crianeo disse...

João Severino,
Viva! Daqui Bruno Ferreira, do Edição Extra! Passei por aqui para te agradecer o comentário que deixaste lá no blogue! E, como te respondi, está à vontade para publicares aqui as capas de jornais, ou os vídeos que entenderes, do Edição Extra!

Já agora, e sem querer entrar na discussão, parece-me que um blogue é um eapaço pessoal com uma linha editorial muito bem definida: a opinião do autor. Com, ou sem, contraditório. Um grande abraço!

Bruno Ferreira