O primeiro-ministro não demonstrou seriedade para com os intervenientes na cerimónia de abertura do novo ano judicial, incluindo o Presidente da República e o procurador-geral da República. No dia em que foram proferidos discursos de elevado significado no âmbito da crise instalada na área da Justiça, José Sócrates anunciou a mini-remodelação ministerial, a fim de diminuir toda a importância mediática do acto oficial.
Num momento em que se esperava que estivesse no topo da atenção pública as declarações de Cavaco Silva, Pinto Monteiro e Marinho Pinto, temos as estações de rádio e de televisão a falar da saída dos ministros. De salientar, que a responsabilidade das políticas de um Governo não é devida ao ministro A ou B, mas sim ao primeiro-ministro. Na área da Saúde toda a estratégia de contenção de verbas e de encerramento de unidades hospitalares foi liderada por José Sócrates.
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2 comentários:
Já são trapalhadas a mais! De que é que o Presidente está à espera para ter um papel mais interventor, como bem dizia, há dias, António Balbino Caldeira no "Do Portugal Profundo"?
Essa maior intervenção está prevista no sistema Semi-Presidencialista...
Não foi ele que disse que "a moeda má deve dar lugar à moeda boa"?
Já tive ocasião de dizer, em comentário a um 'post' anterior, mas não me importo de repetir.
«Lamentável é o primeiro-ministro desviar escandalosamente as atenções sobre a abertura do ano judicial. Ou, pior ainda, tentar disfarçar a remodelação (que obviamente não desejava) na sombra da cerimónia anual da Justiça!»
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