O Hospital de Cascais termina esta quinta-feira toda a actividade cirúrgica oncológica. A partir de amanhã, os doentes ali diagnosticados terão de ser transferidos para os hospitais Egas Moniz e São Francisco Xavier, em Lisboa. A decisão foi formalmente conhecida hoje de manhã e a Comissão Médica - constituída pelo director clínico e por todos os chefes de serviço - vai pedir a demissão em bloco.
Os especialistas salientam que o fim das cirurgias do cancro vai prejudicar gravemente os doentes porque o Hospital de Cascais não tem lista de espera nesta categoria de cuidados médicos. "Os doentes agora são operados entre uma a duas semanas e vão passar a ter vários meses de espera pela frente nas unidades onde vão ser assistidos", explica uma das médicas de Cascais.
O protocolo com as novas regras de funcionamento é assinado esta tarde entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e as administrações dos hospitais de Cascais, Egas Moniz e São Francisco Xavier. A decisão vai afectar 13 cirurgiões e 60% da actividade cirúrgica actual. Segundo estava já previsto pelo recém-demissionário ministro da Saúde, Correia de Campos, o Hospital de Cascais vai ainda perder os tratamentos de quimioterapia. Esta transferência ainda não tem uma data precisa para acontecer mas foi justificada com a necessidade de concentrar e racionalizar os recursos do Serviço Nacional de Saúde.
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